<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734</id><updated>2012-02-16T15:01:58.182-08:00</updated><category term='dois'/><category term='trilogia quadrupla'/><title type='text'>Totó Lunático</title><subtitle type='html'>Contos trash,muita sanguinolência,sexo, citações pop e outras tranqueiras afins.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-1647159242962476571</id><published>2010-11-30T14:16:00.000-08:00</published><updated>2010-12-01T20:05:43.379-08:00</updated><title type='text'>Pata de Animal temperada com alvejante sabor abacaxi</title><content type='html'>1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta pra minha maloca, primeiro mandei o Janda soltar o Sushi-Ninja – com algumas costelas quebradas, 9 dentes faltando e sem uma das orelhas, causaria uma bela impressão quando voltasse correndo pra mamãe, digo, pro Denis. Era o que merecia por ter me quebrado dois dentes de trás. Porra, como é que eu ia fazer pra comer carne de segunda agora? Isso era o mínimo que eu podia fazer em retribuição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Só isso, Jack? – perguntou Janda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não querendo me adiantar, mas será que tu não tem algum pra molhar o meu bico? Sacumé, né? Tenho a patroa, o leitinho das crianças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas precisei me agachar, pegando o torquês ensanguentado – que eu tinha usado no Sushi –, pra que ele entendesse o recado. Odiava esses viados que não sabiam esperar e ficavam me acelerando. Janda ia receber a parte dele antes do fim daquilo tudo, como a gente tinha combinado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui até o quarto checar a Alicia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que abri a porta, a doida pulou em cima de mim, me acertando a cabeça com um quadro de quinta categoria. Nem tinha doído, mas fui obrigado a aplicar-lhe um sopapo mais ou menos forte. Caiu e ficou me observando com olhos de animal acuado. Só que ela não era animal acuado porra nenhuma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Posso saber por que isso? – perguntei, me livrando da moldura do quadro que tinha entalado no meu pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Seu filho da puta, você me bateu! – e veio pra cima, com as unhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei que ela me unhasse um pouco. Em seguida prendi seus braços e segurei até que ela parasse com aquilo. Por fim, falei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Terminou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Desgraçado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Olha, a idéia disso tudo foi tua. Não vem com merda pra cima de mim agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aquele animal me apagou com um mata leão! – fez escândalo, mostrando os dentinhos pontudos, se referindo ao Janda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ele disse que tu tava dando showzinho. Tu não tava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vocês são dois filhos da puta que batem em mulher! Depois que tudo isso acabar, quem sabe eu mesma não reúno uns capangas pra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O papai ia adorar descobrir que a linda filhinha é uma puta. Aliás, quem sabe ela não acaba virando uma – soltei, lambendo os beiços, fazendo cena, aquela coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não ousaria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tu conhece o que de mim?... Só as historinhas que o teu papai te contou. Quero dizer, as que EU podia contar pra ele. Tá sacando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa, a princesinha calou a boca e foi entrando pra dentro do quarto, batendo a porta e tudo o mais, que nem a garotinha que tinha tomado leitinho desde criança e que tinha crescido e se tornado só mais uma puta sem coração que era capaz de passar rasteira no próprio pai; mais uma entre muitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah se o papai soubesse das tramóias de sua linda bonequinha de porcelana... Ah se ele soubesse que naquele cuzinho não havia mais pregas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos depois, recebi a ligação de um Denis completamente transtornado e esbaforido confirmando o “pagamento”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Cê não fez nada com ela né, seu filho da puta?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ainda não. Mas tô olhando pra ela agora e ela tá dormindo só de camisola, sem calcinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Seu, seu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desliguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avisei a Alicia e o Janda - que por sua vez, avisou a bunda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era mesmo o nome da bunda?... Ah, Katieli... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Katieli entrou pela porta da frente, eu, pela de trás, me livrando de um ou dois seguranças mais fora de forma do que eu mesmo. Janda ficou dentro do carro, parado mais ou menos longe, com a princesinha disfarçada de peruca e óculos escuros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O combinado era eu ficar de prontidão, pra caso desse alguma merda. Só que Denis ainda tinha uma carta na manga, ou duas. Eu devia ter sacado que tinha sido fácil demais entrar. Quando ouvi o som dos tiros e corre-corre provenientes do bar, soube que Katieli – na verdade Paulão Metranca Nervosa – tinha começado o show sem mim. O disfarce tinha sido perfeito, claro, quem é que ia desconfiar duma bunda daquelas? Quem é que ia saber que uma bunda daquelas estaria carregando duas submetrancas por debaixo da saia? Quem é que desconfiaria dum disface daqueles? Até eu estava achando que o Paulão tinha realmente amolecido depois de tantos anos no jogo e virado a casaca. Isso até ouvir aquela doida, digo, doido, rindo que nem o capeta virado no capeta, sem tirar o dedo do gatilho por nenhum momento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí eu soube que tinha dado merda. Porque nada podia dar certo? Não tinha tido uma noite de paz desde que tinha posto as mãos naquela maldita mala de cocaína. É só que agora era tarde demais pra amarelar e voltar pra casa chorando. Então eu engatilhei o meu revólver e me preparei pra entrar. Mas não é que senti o cano de uma quadrada contra a parte de trás do meu pescoço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Larga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a voz do Sushi Caolho. O filho da puta simplesmente não sabia quando desistir. Larguei, e, num giro de corpo tomei-lhe a arma e apliquei uma joelhada naquelas costelas recém-partidas, partindo mais algumas e fazendo outras saltarem pra fora. Foi pro chão e eu chutei sua cara feia. Larguei-o ali; não ia se levantar tão cedo. Sua quadrada – com um dragão feito de pedras preciosas incrustadas no cabo de madrepérola – parecia bem melhor do que o meu velho Colt Anaconda. 44 Provável Morte Certa em Seis Tiros. Fiz a troca ali mesmo e entrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metranca Nervosa berrava, sem dar folga no dedo no gatilho e com o vestido todo rasgado e um salto quebrado. Só faltava a faixa vermelha amarrada na cabeça pra ficar a cara do Rambo. Ao redor dele, cadáveres de capangas do Denis se avolumavam. Todos fora de forma que nem os dois que eu tinha abatido; o único que valia de algo ali provavelmente era o Sushi. Mas bem, por hora, esse tava fora da jogada; talvez pra sempre, talvez não. Gostaria que ele sobrevivesse pra eu que eu pudesse voltar a chutar aquele rabo mais uma vez. Só que não foi bem isso que aconteceu mais tarde... mas, continuemos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do zun zun zun das balas, procurei pelo Denis, mas ele não tava lá. Agachado, fui até onde deveria ficar sua sala particular, nos fundos. A porta tava trancada. Sem problema: meti duas balas no trinco e chutei. Vazia. Vasculhei o lugar todo e não encontrei a minha mala; apenas algumas raspas de cocaína em cima da mesa de vidro. Aquele puto andava cheirando do conteúdo da minha mercadoria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei correndo pro salão; o único som era o do tec tec tec da arma do Paulão – que estava de pé, com aquele sorriso insano no rosto, porém, mais furado do que queijo suíço. Todo mundo tinha morrido, nem a minha loira cheirada o cara tinha poupado. Nem aquela indiazinha gostosa que eu ia raptar depois se tudo tivesse dado certo. Saí pra fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro do Janda também não tava mais lá. Tentei telefonar pra ele e ninguém atendeu. Daí, levei algo que pareceu ser uma paulada, do lado da cabeça. No chão pude ver o rosto do Denis, antes de levar mais algumas e ficar tudo escuro. Isso vinha acontecendo muito, ultimamente. Eu tava precisando de umas férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos filmes eles sempre mostram o herói da história sendo acordado – pelos seus algozes – com um balde de água fria na cara; sem camisa, sem sapatos, todo arrebentado, essas coisas. Sem camisa, sem sapatos e todo arrebentado eu tava, só que o balde era de água fervente. Pelo menos era melhor do que óleo ou ácido. A primeira coisa que eu vi foi a cara feia do Denis; a segunda foi o machado que ele tinha nas mãos. Olhei pro chão e esse estava recoberto com lona. Olhei em volta e encontrei a garrafa de alvejante, com “fragrância de abacaxi” ainda por cima. Havia também uma mesa cheia de “brinquedinhos”. Sabia o que me aguardava; tinha feito muito daquilo nos velhos tempos. Denis puxou um banco de metal e veio se sentar na minha frente, que nem nos filmes. Só que eu não consegui achar graça na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Bom, sabe qual era o meu apelido quando eu trabalhava nas ruas? – disse Denis, abrindo um corte com o machado no próprio dedo indicador, testando pra ver se estava afiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Hum... Denise Engole Trabuco? – falei, com dificuldade pra abrir aquele mesmo olho que o Sushi-Ninja tinha arrebentado com um chute e que estava inchado novamente por causa daquelas pauladas que eu tinha levado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Haha, tenho que admitir que tu é um cara engraçado, pelo menos – e fez o machado descer em cima dos meus três dedos do pé esquerdo. – Me chamavam de Denis mesmo, nunca precisei de apelidinho pra meter medo em vago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurei a vontade de gritar, mas não pude evitar que meus olhos lacrimejassem por causa da dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Bom, isso é só o começo – disse, arrancando uma cutícula do dedo e cuspindo no chão, pra mostrar que aquilo pra ele era o mesmo que dar uma cagada antes de dormir. – Mas posso te adiantar que vou esticar isso até o máximo que eu puder... A não ser que você resolva cooperar comigo e me diga onde é que tá minha filha. Daí prometo deixar uma das tuas bolas intactas; você escolhe qual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podia entregar a rapadura assim tão fácil; tinha que dificultar mais um pouco. Tinha uma fama a manter. Falei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sabe, noite passada, quando eu fiz uma visitinha no quarto em que sua filha tava dormindo, achei que ia ter de pegar ela a força, mas que nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi uma veia pulsando na cara dele, que foi ficando cada vez mais vermelha enquanto eu relatava tudo que eu tinha feito com sua filha, ou melhor, o que ela tinha feito comigo. Num primeiro momento ele pareceu acreditar, mas depois, quando viu que eu tava sacaneando, ficou puto de verdade. Se levantou e foi até a garrafa de alvejante. Voltou, destampou o troço e jogou em cima do meu pé com três dedos faltando. Nisso, tive que gritar um pouquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Como eu disse, pretendo fazer isso bem devagar – falou, se levantando e pegando um martelo em cima da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, Sushi-Ninja entrou pela porta. Com uma tipóia num dos braços e se apoiando numa bengala com o outro, parecia como uma tartaruga velha de oitocentos e cinquenta anos caminhando. Se aproximou da mesa e escolheu uma espada de samurai. Quando uma mosquinha passou em frente, cortou-a em dois pedaços. Tartarugas não faziam isso. Não fiquei muito feliz em descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quebrar o gelo, falei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tua orelha faltando até que combinou com o seu olho faltando. Agora eu tenho certeza: tu é o cara mais feio do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu esperava uma reação violenta – quis que se fodesse, que acabassem logo com aquilo –, mas o que “veio” me pegou de surpresa. Sushi colocou a espada de volta na mesa e tirou de dentro do bolso do terno umas fotos – sorria enquanto fazia isso, conseguindo ficar até mais feio do que antes. Quando me mostrou do que se tratava meu sangue gelou por completo: era a foto do cachorro da minha mãe, T-Bone, com a garganta cortada na frente da calçada da casa dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Seu filho da puta, se você tocar nela juro que viajo até o Japão pra eliminar a tua árvore genealógica feiosa inteira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Hahahaha. Animal, tua velha até que tá boa das pernas – disse, o filho da puta. – Como é que dizem? – falou, se voltando pro Denis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– “A galinha tá velha mas ainda dá um caldo” – respondeu, me olhando com maldade nos olhos. – Por enquanto ainda não fiquei com vontade de fazer nada. Pra te provar que eu tô falando a verdade, tá aqui a dentadura dela e aquele colar de pérolas falso – aliás, de muito mau gosto – que tu deve ter dado pra ela no aniversário de 150 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sushi riu largamente, sibilando entre aqueles dentes faltando que eu mesmo tinha arrancado naquela outra oportunidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo certo, era a minha vez de provar um pouco do meu próprio veneno. Desviei o olhar dos pertences dela e tratei de me controlar. Recomecei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tá legal. Vamos conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu soubesse que diabos tinha acontecido. Disse que precisava de dois dias pra descobrir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você tem um – Denis falou. – Se até meia noite do dia seguinte a minha filha não estiver aqui, largo o Caolho no cativeiro com a tua velha e depois te mando o que sobrar pelo correio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando aquilo tudo terminasse eu pretendia dar praqueles dois uma morte extremamente dolorosa e lenta: machado, alvejante, lona e maçarico – pra ir cauterizando os lugares cortados, fazendo a coisa toda durar por pelo menos uns três dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles devolveram as minhas roupas e me soltaram. Não fiquei feliz em descobrir que eu tava no meio do nada. Havia um Uno Mille do lado de fora, com a chave na ignição. Queriam tirar onda com a minha cara MESMO...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que eu trocava a embreagem, uma dor lancinante me cortava dali até o meio da minha mente. Alguém ia ter que pagar por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-1647159242962476571?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/1647159242962476571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=1647159242962476571&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/1647159242962476571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/1647159242962476571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2010/11/pata-de-animal-temperada-com-alvejante.html' title='Pata de Animal temperada com alvejante sabor abacaxi'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-4676399356127087713</id><published>2010-11-09T06:50:00.000-08:00</published><updated>2010-11-09T06:50:15.690-08:00</updated><title type='text'>Prato Frio Com Orelha de Porco</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNlfijFqPPI/AAAAAAAAADY/zGHsIeIZ9xI/s1600/gangster-chimp.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNlfijFqPPI/AAAAAAAAADY/zGHsIeIZ9xI/s320/gangster-chimp.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;1.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Acordei com o puto do Jessé cantando irritantemente “voa, nas manhãs ensolaradas....Voa, no estalo do meu grito, quero ver teu infinito...”. Caralho, estalo era o som feito bigorna em meus ouvidos. Abri os olhos - somente o esquerdo, pois o direito se recusava – para ver se o diabo estava sorrindo para mim. Quando o mundo parou de girar e da noite fez-se luz, quem sorria para mim era o Janda. Fiquei me perguntando o que o Janda estaria fazendo no inferno. Será que recebeu a benção do Padre Amaro também?&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Finalmente. Pensei que a Bela Adormecida só iria acordar com um beijo.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Vai se fuder, caralho. Cadê aquele sushi-ninja caolho?&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Tá ali no canto, esperando o beijo do príncipe.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Filho da puta. Pensei que tivesse me matado. Merda! Não fica me olhando assim seu puto. Pensa que é fácil tomar uma surra? E vá tirar esse puto do Cd. Tenha dó, bota a Jenis ou o Joe Cocker. Até parece viado escutando isso.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Desculpa por ter nascido. Da próxima vez eu deixarei o Sushi-ninja à vontade.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Cadê a Boneca?&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Tá lá no quarto. Dei um sossega leão pra ela. Estava nervosa demais.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- E o telefone daquela bunda que eu te pedi?&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Jack. Você enlouqueceu de vez? Acabou de apanhar feito cachorro sarnento em porta de churrascaria e ainda quer saber de mulher?&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- E eu iria querer saber de homem por acaso? O problema é teu se tu patina e joga barro na capota. Liga pra ela e diz que quero ter uma conversinha com ela. Se ela retrucar, pode dizer que vai rolar uma grana alta na parada.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Enquanto Janda foi fazer a ligação, subi até o quarto ver como estava a Boneca. Se ela soubesse de todas as falcatruas do pai, teria se matado há mais de ano. Abri lentamente a porta para não fazer barulho. Ela dormia feito um anjo. Puxei o lençol e cobri o seu corpo. Da janela aberta entrava um vento frio.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Fui até o banheiro e tentei me olhar no espelho. Apenas tentei. O que vi não foi nada agradável. Aquele filho da puta me arrebentou.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Depois de tomar um banho e trocar de roupa, apaguei a luz do quarto e desci.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Cadê o Sushi-caolho?&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- No porão.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- E a bunda?&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- A Katieli vai chegar daqui a pouco.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Katieli? Nome de puta. Perfeito. Me avisa quando ela chegar. Vou ter uma conversinha com o Sushi-Ninja caolho. E aumenta o som. Não gosto de trabalhar no silêncio. E se você rodar o puto do Jessé outra vez, juro que subo e faço aquela cirurgia que tu tanto sonha. Sem anestesia.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quando cheguei ao porão, Sushi-Ninja caolho estava deitado no meio do cômodo. Os pés, pernas, braços e mãos amarrados. Esqueci que o Janda fora escoteiro. Não resisti e chutei suas costelas com tamanha força que pude ouvir o barulho de uma ou duas se quebrando.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Acorda seu puto. Hora de batermos um papinho ao estilo Jack. Pena que o Tonho Boca Santa tenha morrido, ele ia adorar comer essa tua bunda.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Antes que Caolho Sushi amarrado pudesse retrucar, eu já estava com a torquês enfiada em sua boca. Os dois primeiros dentes saíram com facilidade. Com os outros foi preciso o auxílio de um martelo e de uma talhadeira.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;2.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quando aquela bunda entrou na boate&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; Coyotes Dancing Bar, até os seguranças pararam para olhar. O traveco não perdeu tempo e já veio abordá-la.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Oi neném. Veio curtir a noite? A mamãe aqui faz coisas que até o capeta duvida.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Depois minha flor, depois. Preciso falar com o Denis, fiquei sabendo que ele tá precisando de corpinho novo.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Olha, precisando ele não está, mas posso te arrumar uma vaga. Em troca quero uma noite inteirinha com você.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Me leva até ele que você vai descobrir que eu é que faço coisas que até o capeta duvida.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A Mona levou Katieli até uma mesinha um canto escuro e já pediu para um dos seguranças ficar de olho para que nenhum freguês se aproximasse. Pediu também para uma das chapadas levar uma dose para ela.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Numa mesa próxima eu observava tudo enquanto uma loira cheirada ficava falando sem parar no meu ouvido. Não sei se falava ou berrava. A única coisa que sei é que minha ereção não dava trégua e que não entendia porra nenhuma do que a puta falava. Eu apenas sorria e concordava. De vez em quando dava uma abocanhada em seus peitos.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Vi quando Denis sentou-se à mesa e começou a falar com a Bunda. No início estava todo sorridente. Mandou ela se levantar para apreciar o material e tirar uma lasquinha daqueles quadris. Velho puto, aposto que nem o pau levanta mais, no máximo endurece a língua. A conversa foi demorada e pelo visto Denis estava gostando da Bunda.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A loira cheirada não parava de bolinar meus ovos e de falar porra no meu ouvido. Algo do tipo que enfiou um pepino na bunda de um empresário, dono de uma emissora de TV e que até o Inri Cristo e suas discípulas foram seus clientes, tipo suruba ou coisa parecida.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Entre uma mordida e outra no mamilo da cheirada, eu observava as reações do Denis. O ápice foi quando ele abriu o pacotinho pardo que a Bunda lhe alcançou e de dentro caiu uma orelha adornada com um brinco, que pela reação dele, reconheceu como sendo o brinco da sua querida filinha.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A bunda se manteve firme. Esperou pacientemente até que Denis parasse de jogar os copos e a mesa contra o espelho da parede. Percebi que os seguranças começaram a se movimentar, não sabendo exatamente o que estava acontecendo e qual era o alvo.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mais algumas palavras até que a Bunda levantou-se e começou a rumar em direção à porta de saída. Aproveitei para dar uma última mordida no mamilo da cheirada e saí discretamente. Quando passei pelo traveco, este não deixou de ver o volume em minha calça e já veio com sua mão cabeluda para me agarrar.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Já vai neném? Fica que a mamãe vai cuidar de você. Nossa! O que é isto aqui embaixo?&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- É um pau cheio de cancro neném. Você não vai querer chupá-lo hoje.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Ai! Nojento. Vai te tratar. Passa longe de mim. Cruz em credo!&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Fui até meu carro e de lá liguei para o telefone do celular do Sushi Sam Caolho Enlatado para Denis:&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Caolho? Falou Denis ao atender.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Não. É o cara que comeu o cu do caolho e que está doido para comer o rabo da tua filinha. Gostou do brinco Denis?&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Seu filho da puta, se encostar na minha..&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Cala a boca Denis. Você tem apenas três horas. Depois disso você pode dar adeus ao rabinho virgem da tua princesinha.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Se você tocar nela..&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Bla bla bla. Para de ser puto. Vai fazer o quê? Vai me prender Delegado? Daqui a três horas aquela bunda gostosa vai voltar. Você entrega a mochila recheada para ela. Quando a bunda me entregar a mochila eu libero tua virgenzinha dos lábios cor de rosa. Se bem que não sei se não vou dar uma rapidinha antes.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Eu te mato seu filho da puta!&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Mas não hoje. Duas horas e cinquenta e sete minutos Denis.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-4676399356127087713?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/4676399356127087713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=4676399356127087713&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/4676399356127087713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/4676399356127087713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2010/11/prato-frio-com-orelha-de-porco.html' title='Prato Frio Com Orelha de Porco'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNlfijFqPPI/AAAAAAAAADY/zGHsIeIZ9xI/s72-c/gangster-chimp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-7945818845364756472</id><published>2010-11-05T13:46:00.001-07:00</published><updated>2010-11-08T19:13:00.767-08:00</updated><title type='text'>Vingança e outros pratos (1ª PARTE)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSPSrn-bjI/AAAAAAAAADE/ZnlIAhxcL6M/s1600/revolver.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="234" src="http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSPSrn-bjI/AAAAAAAAADE/ZnlIAhxcL6M/s320/revolver.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;CAOLHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chovia pra cacete. Estacionei em frente ao “escritório” do chefe e entrei.&lt;br /&gt;–– Coisinha linda, põe daquela tequila pra mim – falei pra garçonete, que circulava por lá só de calcinha fio dental e salto.&lt;br /&gt;Notei uma garota nova no pedaço, meio indiazinha, com um rabinho delicioso. Assim que resolvesse a treta com o chefe Denis, ia grudar naquele rabo pelo resto da noite, pensei.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;–– Aqui está, lindinho – serviu-me, a garçonete.&lt;br /&gt;–– Legal. Toma aqui um negócio procê comprar um sutiã pra combinar com isso daí – e enfiei-lhe uma nota de dez na parte da frente da calcinha, sentindo seus pentelhos aparados roçando nos meus dedos.&lt;br /&gt;A safada sorriu e tomou seu caminho. A porta da sala do chefe se abriu:&lt;br /&gt;–– Puta que pariu, Caolho, para de sacanear e entra logo aqui, porra!&lt;br /&gt;O velho tava fodido da vida. Alguma coisa de grave tinha acontecido. Era difícil vê-lo daquele jeito; em trinta anos de polícia o cara tinha visto de tudo, não se abalava com nada. O bicho ia pegar.&lt;br /&gt;Sentei, bebericando a tequila. Acendi um cigarro.&lt;br /&gt;Chefe Denis estendeu duas carreiras em cima duma capa de cd e mandou, uma com cada narina. Nunca tinha o visto cheirar aquela porra; pelo menos não na minha frente.&lt;br /&gt;–– Fodeu com o gordo?&lt;br /&gt;–– Fodi.&lt;br /&gt;–– Ótimo. Tenho um trampo pra você. &lt;br /&gt;–– Tamo às ordens. Quem que eu tenho que apagar?&lt;br /&gt;–– Se lembra do Jack Animal?&lt;br /&gt;Só a menção daquele nome já me fazia ferver o sangue.&lt;br /&gt;–– Como eu ia esquecer? Passei cinco anos na solitária por causa daquele filho da puta. Pena que não tive a oportunidade de estourar o rabo dele... &lt;br /&gt;–– Pois é. Agora cê tem.&lt;br /&gt;–– Chefe... não tô entendendo.&lt;br /&gt;–– O desgraçado tá vivo.&lt;br /&gt;Uma onda de calor percorreu o meu corpo. Sem querer, espatifei o copo de tequila com a mão. Nem liguei pra dor.&lt;br /&gt;–– Eu vi com meus próprios olhos, ele esteve aqui – chefe disse, estendendo mais duas carreiras em cima da capa de cd e me passando. –– Não sei como aconteceu, mas ele não morreu durante aquela troca de tiros.&lt;br /&gt;Meti o meu nariz naquilo, sem nota de dinheiro enrolada nem nada. &lt;br /&gt;–– Ele tá com a minha filha – e subitamente seus olhos encheram-se de lágrimas. &lt;br /&gt;–– Vai dar conta dela em menos de vinte e quatro horas... não posso nem imaginar o que está fazendo com ela uma hora dessas.&lt;br /&gt;Não tava nem aí praquela putinha mimada. Queria mesmo era arrancar o couro daquele fela da puta, com ele vivo e tudo, berrando por misericórdia. Há anos que eu imaginava essa cena.&lt;br /&gt;–– Como vai ser o lance? – falei, entre os dentes.&lt;br /&gt;–– Ele disse que vai passar aqui amanhã pra pegar a maleta. &lt;br /&gt;–– Aquela, daquela parada tua lá, antes de você virar a casaca?&lt;br /&gt;–– Essa.&lt;br /&gt;–– E cê tá com ela aí?&lt;br /&gt;–– A maleta sim, mas o conteúdo...&lt;br /&gt;–– Quer pregar uma peça no cara?&lt;br /&gt;–– É o único jeito... Só que ele ta com a minha filha, Caolho.&lt;br /&gt;Acendi outro cigarro enquanto pensava no que fazer. Que se fodesse aquela putinha mimada. Eu ia botar pra foder com o Animal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JACK ANIMAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava perto do boteco do Janda, me ocorreu que talvez estivesse sendo seguido. Joguei o repeat no som do Sinatra e fiz a volta, cantando pneu. Virei em várias quebradas, passei em vários faróis vermelhos. Não senti que tivesse pegando nada, mas mesmo assim, era melhor prevenir. Daí voltei pra frente do Janda e estacionei. Uma forte chuva começou a cair. Corri pra baixo do toldo.&lt;br /&gt;–– Já de volta? &lt;br /&gt;–– Ééééé.&lt;br /&gt;–– Cerveja, rocambole, pastel?&lt;br /&gt;–– Isso. Acho que vou querer uma caninha também.&lt;br /&gt;–– É pra já.&lt;br /&gt;–– Ô Janda... &lt;br /&gt;–– Fala, patrão.&lt;br /&gt;–– Enquanto tu frita esse pastel, acho que vou dar um pulinho lá em cima pra trocar essa camisa; o cecê tá foda.&lt;br /&gt;Na verdade precisava subir pra checar como estavam as coisas por lá. Meu apartamento ficava do lado do boteco. O elevador tava quebrado de novo. Tive que subir três lances de escada, morrendo. No hall – que mais perecia corredor da morte de penitenciária chinesa –, tirei o revólver pra fora e fiquei esperto. Sem novidade. Girei a chave e entrei pra dentro. Fui até o meu quarto. Alicia, a filha do Denis, ainda tava amordaçada, com os braços e pernas amarrados. Dormia. Sorte dela que tinha herdado toda a beleza da mãe, por que se dependesse do pai...&lt;br /&gt;Me aproximei cuidadosamente e acariciei-lhe os cabelos. Olhava pro seu peito, que subia e descia, numa respiração tranquila. Sem querer, acabei adormecendo.&lt;br /&gt;Nem sei por quanto tempo dormi, mas quando acordei, foi com um chute bem dado nas costelas. Ainda estava escuro; ainda chovia. Ouvi uma voz áspera:&lt;br /&gt;–– Levanta, filho da puta!&lt;br /&gt;Já ia sacando o revólver...&lt;br /&gt;–– Nem pensa nisso.&lt;br /&gt;Puta merda, se não era o Caolho. Continuava feio que nem um cão chupando manga. Tive que comentar: &lt;br /&gt;–– Quando o homem é muito feio, dizem que quando fica velho, melhora. No seu caso, nem a velhice...&lt;br /&gt;–– Hahaha, como cê é engraçado – e me acertou um chute nos dentes que me fez ver estrelas. –– Doeu?&lt;br /&gt;Com a boca cheia de sangue, achei que seria falta de educação responder. Ainda com a arma apontada pra mim, o feioso usou o outro pé pra levantar a camisola da filha do Denis. Não usava nada por baixo.&lt;br /&gt;–– Fiu fiu... Como é Jack, já deu umas lambadas nessa piranha?&lt;br /&gt;Cuspi o sangue da boca e respondi:&lt;br /&gt;–– Não sou como você.&lt;br /&gt;–– Hahahahaha... essa é boa! Um dos piores filhos da puta que já conheci na vida querendo dar uma de mocinho. Ah, pra cima de mim, Animal?&lt;br /&gt;Nisso, Alicia acordou. Tomou um puta susto quando viu a cara do feioso - que se parecia com o Gollum do Senhor dos Anéis depois de um de porre homérico na noite anterior. Se encolheu toda a coitada, não tinha pra onde correr.&lt;br /&gt;–– Saca só essa puta, Animal – Caolho disse, lambendo os beiços enegrecidos. –– Quando terminar com você, eu a princesinha vamos ter uma conversa, não é, princesa?&lt;br /&gt;A garota se debatia inutilmente. Ele tava adorando aquilo. Dava pra ver seu pau nojento fazendo volume na calça do terno. Continuava apontando a arma pra mim, me olhando com o olho bom. Resolvi encher o saco dele pra ver se encontrava uma brecha.&lt;br /&gt;–– Ei, Caolho. Como é, socou muita punhetinha lá na solitária?&lt;br /&gt;Imediatamente ele ficou todo vermelho, parecendo se lembrar dos cinco anos em que tinha se fodido lá dentro, por minha causa. Continuei:&lt;br /&gt;–– Mijavam muito no seu leite? Peidavam no seu arroz? Namorou bastante?... Aposto que sim.&lt;br /&gt;Levei outro chute nos dentes. Perdi dois. O maxilar parecia que tinha saído do lugar. Bela brecha que eu tinha conseguido. Logo em seguida levei outro. Apaguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-7945818845364756472?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/7945818845364756472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=7945818845364756472&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/7945818845364756472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/7945818845364756472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2010/11/vinganca-e-outros-pratos-1-parte.html' title='Vingança e outros pratos (1ª PARTE)'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSPSrn-bjI/AAAAAAAAADE/ZnlIAhxcL6M/s72-c/revolver.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-45286958781653540</id><published>2010-11-05T11:53:00.001-07:00</published><updated>2010-11-05T16:35:24.273-07:00</updated><title type='text'>Fiz do meu jeito</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSUsEBBbSI/AAAAAAAAADM/WqzrjC5HnS0/s1600/gangster.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="206" src="http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSUsEBBbSI/AAAAAAAAADM/WqzrjC5HnS0/s320/gangster.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Zona leste da cidade. o cheiro de esgoto subia pelas bocas de lobo e tomavam conta do boteco da esquina.&lt;br /&gt;- Um pastel e um rocambole.&lt;br /&gt;- E o que mais?&lt;br /&gt;- Uma cerveja bem gelada.&lt;br /&gt;O dia estava quente. Aquele puto ainda não havia dado às caras. Confiar em vago dá nisso. A vontade que eu tinha era de arrebentar seus ovos a chute.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Não fosse a importância da maleta, já teria dado a benção do Padre Amaro. Mas uma hora esse puto cai em minhas mãos. Vingança. Palavra mágica para quem quer mover montanhas, ainda mais montanhas de banha besuntada com perfume fedorento e vagabundo, que mais parece incenso em casa de macumba do que perfume. Que espécie de homem usaria uma fedentina dessas diariamente?&lt;br /&gt;Lá vem o puto.&lt;br /&gt;- Fala chefia, tudo na santa paz?&lt;br /&gt;- Vai ficar assim que te meter uma bala nos cornos. Tá atrasado por quê?&lt;br /&gt;- Sabe como é, pintou uma mina e...&lt;br /&gt;- Desembucha logo seu cuzão. Não to com saco para suas viadagens.&lt;br /&gt;- Calma chefia. Seguinte. Tá ligado no lance de ontem, da loirosa casada com o gordalhão? Pois é, parece que o mandante é um tal de Denis. Um ex-chefe de polícia aposentado.&lt;br /&gt;- Denis? E onde esse puto se esconde?&lt;br /&gt;- O cara que fudeu o gordo ou o Denis?&lt;br /&gt;- A tua mãe. De quem mais eu to falando? Tá cheirado? Se tá eu te desentupo as narinas lá na privada.&lt;br /&gt;- Calma aeee. Carinha estressado. Tá com uma maloca de prima, só tem puta boa, coisa pra magnata e playboy. Fica na zona norte, perto do ginásio.&lt;br /&gt;- Toma aí e some. E vai pela sombra pra não se queimar antes da hora.&lt;br /&gt;Não resisti quando aquela bunda passou pela porta do bar. Olhei, descarada e demoradamente para aquele sobe e desce das ancas enfiadas numa suplex que estava enfiada naquela bunda. Quem queria estar enfiado ali era meu cacete. Mas não tinha tempo pra isso, nem para responder àquele sorriso safado que ela me deu. Vadia, sabe que pode e judia.&lt;br /&gt;Já era tarde quando entrei na Coyotes Dancing Bar. Poderia chamar-se Putotes Dancing Bar pela quantidade de traveco. Não demorou e um puto veio se arreganhar para meu lado. Traveco é assim mesmo, por mais que disfarce dá pra sentir o cheiro a quilômetros.&lt;br /&gt;- Sai fora neném, ainda não fiz exame da próstata.&lt;br /&gt;- Ai querido!&lt;br /&gt;- Querido a puta que te pariu. Cadê o dono?&lt;br /&gt;- É da polícia?&lt;br /&gt;- Não, é o comedor da tua mãe. Chama logo esse viado que tenho negócios. Diz praquele puto que é da parte do Jack. Ele vai saber. E manda aquela morena lá pra mesa cinco com uma cerveja. E nada de dosesinha, não to a fim de pagar chá.&lt;br /&gt;Puta é puta. Basta um terno meia boca e elas já te tratam diferente. Mal deu tempo para a Pocahontas me bolinar o saco e Denis apareceu. O nervosismo estava estampado em sua cara inchada. O que o dinheiro faz com uma pessoa. Em menos de dois anos suava como um porco em vias de abate. O cheiro de incenso era inconfundível.&lt;br /&gt;- Como vai Denis? Tá magrinho. Andou fazendo regime?&lt;br /&gt;- Quem é você?&lt;br /&gt;- Um velho amigo do Jack.&lt;br /&gt;- Jack morreu faz tempo. E que eu saiba, seu único amigo morreu em seus braços.&lt;br /&gt;- Vamos logo ao que interessa. Você tem vinte e quatro horas para me entregar uma mala de viagem recheada que você roubou. Já trocou o Corsa? Claro que trocou, tem o que agora?&lt;br /&gt;- Você tem noção de onde está e com quem está falando?&lt;br /&gt;- E você tem noção do significado de sósia? Denis. Ou você acha que eu ia botar meu cu na reta com o Marcão? Denis, Denis, sempre te falei para fazer exame completo nos defuntos. E não adianta olhar para aqueles bichas disfarçados de segurança. Teu papo é comigo, olho no olho.&lt;br /&gt;Denis arregalou os olhos, incrédulo. Não poderia ser verdade. Ele mesmo viu Anibal, o Jack Animal, estirado no chão, duro feito bosta de cachorro ao sol.&lt;br /&gt;- Vinte e quatro horas Denis. Nada mais, nada a menos. Amanhã passo aqui pegar o que é meu, quem sabe até coma um traveco pra dar lucro pra casa. Pena que o Tonhão se foi, ele ia adorar arrombar esses putos. E antes que me esqueça, lembra quando me pediu para apagar o puto que bolinava tua filhotinha? Ela cresceu bastante não é Denis? Vai ser uma foda e tanto. E não adianta ligar pra ela, o telefone está temporariamente fora da área de cobertura. Não esquece. Vinte e quatro horas.&lt;br /&gt;Dei um tapa na bunda da Pocahontas e não paguei a cerveja, mandei pendurar na conta de Jack e fui tomando rumo da saída. Lá veio o traveco outra vez me apurrinhar.&lt;br /&gt;- Já vai neném. Não quer que a mamãe te dê colinho não?&lt;br /&gt;- Amanhã o neném volta para uma chupetinha.&lt;br /&gt;Sentia que os olhos dos seguranças me flechavam, mesmo assim fui saindo, calmamente, como se nada tivesse acontecido. Esses putos pensam que só porque usam uma farda de dia são os caras à noite. Não passam de Manés.&lt;br /&gt;Peguei o telefone e liguei para o dono do boteco em que estava e pedi para que conseguisse o telefone daquela bunda. Essa não me escapa. Se Tonho Boca Santa estivesse vivo para ver aquela bunda, largaria os viados e se converteria. É isso aí. Vinte e quatro horas para pegar o que é meu. Não levei chumbo de graça esses anos todos para no final, esse corrupto filho de uma puta do Denis levar a melhor.&lt;br /&gt;Entrei no carro e segui para a zona leste, de volta ao boteco do Janda, Sinatra me acompanhou pelas avenidas desertas, Eu encarei tudo e continuei de pé. E fiz do meu jeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-45286958781653540?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/45286958781653540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=45286958781653540&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/45286958781653540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/45286958781653540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2010/11/fiz-do-meu-jeito.html' title='Fiz do meu jeito'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSUsEBBbSI/AAAAAAAAADM/WqzrjC5HnS0/s72-c/gangster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-9077313782437443862</id><published>2010-11-05T11:47:00.000-07:00</published><updated>2010-11-05T16:39:30.042-07:00</updated><title type='text'>O homem que conhece seu destino não tem medo de nada</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSVoS0OsEI/AAAAAAAAADQ/4he5NzSwcyA/s1600/Gangster2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSVoS0OsEI/AAAAAAAAADQ/4he5NzSwcyA/s320/Gangster2.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O idiota tinha cara de bebezão da vovó. Branquelo, balofo, nariz de batata, cabelos brancos. Usava samba canção de pegadas de patinhas de cachorro. Batia com um rabanete na bunda da prostituta, quando entrei. Ah, faça-me...&lt;br /&gt;–– Uau, parece divertido. Depois vai fazer o que com isso? Enfiar no teu próprio rabo? – eu disse pra ele, sem sacar o revólver.&lt;br /&gt;–– Como você entrou aqui?? – perguntou, deixando o rabanete cair no chão e ficando mais branco ainda, com aquela expressão idiota na cara piorando.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;–– Teus seguranças. Tavam trepando atrás do mato quando surpreendi os dois. Tirei uma foto e prometi não contar nada pra mami deles se me deixassem entrar.&lt;br /&gt;–– Tá mentindo!&lt;br /&gt;–– É, tô. Na verdade foi assim: o da porta, eu atropelei. Fiz parecer que fosse um acidente. Quando a outra gracinha veio ver o que tava acontecendo, fiz uma ceninha toda, gritei “aimeudeus”, pus ambas as mãos na cabeça... E aí, quando ele se virou pra checar o companheiro estirado na rua, me livrei dele com um garrote improvisado.&lt;br /&gt;–– Garrote? – disse, coçando a cabeça com aquelas mãos gordinhas de bebê crescido.&lt;br /&gt;–– É, seu gordo burro do caralho. Não sabe o que é um garrote?&lt;br /&gt;–– ... &lt;br /&gt;–– Garrote é isso aqui, neném – e mostrei pra ele os pedaços de arame entrelaçados e meio ensanguentados.&lt;br /&gt;Prostituta deu um gritinho e se encolheu toda, indo pra cabeceira da cama. Era gostosa: loira, burra, olhos verdes, coxas grossas, unhas pintadas de pink, boquinha carnuda, calcinha fio dental preta com pompom atrás. Devia ter a bocetinha rosa... eu tinha que ver pra saber.&lt;br /&gt;–– Precisa ficar com medo não, gracinha. Depois que eu acabar com o cara de cuspe aqui, vou ser BEM legal com você – e pisquei pra ela, com o meu olho esquerdo, o de vidro.&lt;br /&gt;–– Seu filho da puta, deixa a minha esposa em paz! – disse Cara de cuspe gordinho da vovó.&lt;br /&gt;–– Tua esposa? Jura? – olhei pra ela, fazendo cara de admirado e depois olhei pra ele.  –– Cê deve ter muito dinheiro mesmo.&lt;br /&gt;Num movimento rápido, Garotinho da Vovó abriu a gaveta e sacou uma automática lá de dentro. Mas claro, não foi rápido o suficiente. Antes de se virar, eu tinha aberto um outro cu em sua bunda de bebê elefante.&lt;br /&gt;–– Vo... vo... você atirou na minha bunda! – gaguejou.&lt;br /&gt;–– É, e ... e... eu atirei na sua bunda – sacaneei. Logo em seguida, dei o tiro de misericórdia.&lt;br /&gt;Prostituta estava chocada demais pra falar alguma coisa. Quero dizer, esposa. Era difícil de imaginar uma mulher daquelas com um leitãozinho a pururuca daqueles. Bom, pelo menos agora eu não tinha mais que imaginar. Olhei pra ela e falei:&lt;br /&gt;–– Princesinha, sabe como isso funciona, não? – falei baixinho, guardando o revolver e me aproximando. –– Primeiro cê precisa tirar a calcinha.&lt;br /&gt;–– Não! Por favor, não! Por favor...&lt;br /&gt;“Pipipi pipi pipipi pi.”&lt;br /&gt;Era a porcaria do celular tocando. Atendi. Chefe do outro lado da linha. Perguntou se eu tinha terminado o serviço e disse que precisava de mim. Urgente.&lt;br /&gt;Matei a prostituta, a esposa, com um tiro no meio da testa. Uma pena mesmo. Afastei a calcinha pra ver: era rosa, rosinha, como eu tinha imaginado. Puta desperdício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-9077313782437443862?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/9077313782437443862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=9077313782437443862&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/9077313782437443862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/9077313782437443862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2010/11/o-homem-que-conhece-seu-destino-nao-tem.html' title='O homem que conhece seu destino não tem medo de nada'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSVoS0OsEI/AAAAAAAAADQ/4he5NzSwcyA/s72-c/Gangster2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-6620483112186981640</id><published>2010-08-16T18:38:00.001-07:00</published><updated>2010-11-08T16:45:26.956-08:00</updated><title type='text'>Vai mais um pouco de Encrenca??</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSTiAFmCzI/AAAAAAAAADI/6IJZOxp9GF4/s1600/090310190718.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSTiAFmCzI/AAAAAAAAADI/6IJZOxp9GF4/s320/090310190718.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Parte 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana havia se passado desde o episódio do tiroteio na estrada. Jack fumava um cigarro e bebia uma latinha de cerveja, imerso dentro da imunda banheira de seu apartamentinho cheio de pulgas no centro da cidade. Estava de licença do serviço (forçada) &lt;br /&gt;&amp;nbsp;e, nesse meio tempo, pensava no que faria com a coca que tinha encontrado no porta-malas do carro do cara que não pôde ser identificado porque estava com a cara toda fodida de tiro. Um dos planos de Jack era passar a droga pra frente através de um intermediário; só que, detestava a idéia de ter que dar uma fatia do bolo na mão de um marginal. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito pensar, chegou à conclusão de que o troço teria que ser feito dessa forma mesmo, uma vez que não podia negociar diretamente com os grandões, já que tinha o rostinho mais conhecido que nota de dois reais no mundo da criminalidade (coisa da qual se gabava sempre que possível, entre umas e outras, na companhia de seu ex-parceiro Tonho Boca Santa, que o Capeta o tenha...). Com o dinheiro da venda da droga planejava dar o fora daquele lugar de uma vez por todas e começar do zero em alguma cidade do interior... Seus planos iam de montar um puteiro a montar uma lojinha de eletrônicos contrabandeados, passando por montar um sex shop ou um açougue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminou seu banho e foi até o quarto, meio enxugado, meio pingando. Vestiu uma roupa qualquer, tomou um trago do cantilzinho de bebida barata e pôs o berro na cintura, com o cabo pra fora e o resto pra dentro da cueca. Agradava-lhe a sensação geladinha e pesada do Colt Anaconda .44 Provável Morte Em Seis Chances. Foi até a cozinha e arrastou a geladeira; debaixo dela tinha um retângulo de azulejo solto. “Destapou” o buraco e tirou de lá de dentro a coca. Transferiu tudo praquela mesma enorme mala de viagem preta onde as tinha encontrado, no dia da troca de tiros. Arrastou a geladeira de volta pro lugar e, sem nem se preocupar em trancar o apartamento, saiu. Apreensivo e com sangue nos olhos, foi atrás de Estella Três Dedos – um antigo caso de amor –, no coração do subúrbio, à procura de uma solução pro seu problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estella Três Dedos era uma cigana manca, mais ou menos velha, que nunca errava em suas previsões. Da única (e última) vez em que errara, teve uma das mãos arrancadas por um facão de lâmina cega e, dois dedos da outra, puxados até arrancar com um alicate –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;daqueles que você ajusta a exata pressão que quer através de um tipo de um dispositivo – pelo traficante mais fodidão do pedaço: Marcão Navalha Cega. Estava sentada atrás de sua mesa de madeira maciça, fumando um charuto barato, quando Jack entrou. Deixou seu charuto cair e imediatamente se pôs de pé, assustada pra caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que você quer aqui, porco? – latiu, lançando uma cusparada no chão em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Calma Estellinha... – disse Jack, calmamente, meio malandro. – Só preciso dar com você uma palavrinha ou duas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– De jeito nenhum, seu filho da puta! Se o Marcão descobre que você está aqui... – disse Estella, arregalando os olhos e dando uma negativa com a cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sei, eu sei. Você perde os seus outros lindos dedinhos. Isso se tiver sorte... – disse Jack, sarcasticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E você perde esse teu pau inútil... se tiver sorte – disse Estella, devolvendo o sarcasmo e mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Hahaha, já acabei com vagabundo muito pior do que esse teu Marcão Gilete Enferrujado – disse Jack, “tirando a sujeira do ombro” pra mostrar que o vago pra ele, não era nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Escuta, foda-se o Marcão, Macarrão, Maricão ou sei lá que merda. Foda-se esse filho da puta. Estouro o rabo desse cuzão em dois tempos. Agora, ou você me ajuda, ou eu mesmo arranco esses teus três dedinhos enrugados e enfio no teu cú, piranha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Seu filho da puta. Continua o mesmo de sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É, você também Estellinha. E quem sabe, depois dessa nossa consulta a gente não troca uma idéiazinha lá atrás, como nos velhos tempos? Hein?? Não ligo pras tuas duas mãos fodidas, não são elas que eu vou foder mesmo, hehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Cachorro, filho de uma cadela cega! ...senta logo aí! O pagamento é R$ 300,00, adiantados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porra nenhuma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você paga se quiser, e se não quiser, vai caindo fora que eu tenho que lavar umas calcinhas lá atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Puta que pariu... mercenária do caralho. Toma aí essa merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ótimo, ótimo. Agora vem, me dê a pata... Virada pra cima idiota! Agora, me diz, o que quer saber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sobre um negócio aí, dos grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que tipo de negócio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Uma venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim, mas do quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Caralho, quer saber a cor da minha cueca também e o que eu comi na noite passada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Preciso de todos os detalhes possíveis! Se você se foder depois, coisa que com a minha ajuda ou não eu espero que aconteça, é por sua própria conta e risco. Não devolvo o dinheiro de ninguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tá bom, tá bom. Digamos que eu estou com essa mala cheia de cocaína que eu achei dentro do carro de um vago depois de uma troca de tiros na semana passada... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que Jack disse isso, Estella imediatamente soltou sua mão e deu um pulo da cadeira. Apavorada, gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– SAI DAQUI SEU FILHO DA PUTA! SAI DAQUI!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que merda é essa Estella?! Não fode, porra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– SAI DAQUI JÁ! TOMA A MERDA DO SEU DINHEIRO, NÃO QUERO MAIS ESSA PORRA!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, chutando a porta, entrou Marcão Navalha Cega com dois capangas fortemente armados para a terceira guerra mundial. Ele deu um sorriso sórdido com o canto da boca rasgado, descansando a mão em cima do cabo de sua famosa Navalha Cega presa na cintura. Stella, num movimento rápido, sacou da espingarda calibre 12 debaixo da saia imunda, e disparou no meio da fuça de um dos capangas. Na sequência, foi alvejada por trinta tiros de submetralhadora HK MP5 K até o negócio começar a fazer tec tec tec. Jack permaneceu ali, de pé no meio da sala, fingindo impassibilidade, ainda segurando a enorme mala na mão. Marcão soltou um risadinha chiada e desagradável, e se dirigiu a ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Olá Jaaaackkkk... Há quanto tempo, neném. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack continuou parado, olhando Marcão nos olhos e pensando no próximo movimento. O cabo de seu pesado Colt Anaconda .44 Provável Morte em Seis Chances estava oculto pela sua grande pança de anos e anos de fritura e cervejinha em boteco. Tinha um plano; levemente, moveu a mão esquerda em direção as costas, de propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nem pense nisso, Jack – disse Marcão, fazendo que não com a cabeça e ainda sorrindo daquele jeito nojento. – Sabe, essa tua mala de viagem parece muito com uma que eu perdi há... há... Há quanto tempo mesmo, hein, Tião Boca de Sapo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Há uma semana atrás, chefe – respondeu o cara de sapo. – Quer que eu arrombe esse filho da puta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Calma, calma, Boca de Sapo. Antes, a gente vai brincar um pouco. Não é, Jack? O que me diz? Te dou três escolhas: posso usar essa minha adorável Navalha Cega pra cortar fora os teus bagos ou, posso usá-la pra cortar fora esse trocinho que tu tem pendurado no meio das pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack, ainda disfarçando uma certa impassibilidade, perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E qual é a terceira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A terceira? É cortar os dois ao mesmo tempo!! – respondeu Marcão Navalha Cega, se matando de rir com aquela risadinha desagradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isso mesmo que Jack esperava; puxou o Colt Anaconda de dentro da parte da frente da cueca e estourou a cabeça de sapo do Tião Boca de Sapo, que por sua vez, quando apertou o gatilho, já estava com a bala atravessada na cabeça horrorosa e uma expressão de sapo pego no meio do pulo por uma cobra. Quando caiu pra trás, caiu atirando, fazendo 30 buracos no teto até a arma fazer tec tec tec; mas antes da arma fazer tec tec tec, e mais precisamente, antes do terceiro tiro da metralhadora, Jack já tinha puxado o gatilho novamente na direção de Marcão, e esse, mesmo se matando de dar risada, estava com meio olho aberto vendo tudo, por isso, apertou o gatilho também, praticamente no mesmo instante. Os dois caíram feito bosta; cada um com um tiro fatal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcão morreu na hora; chamou pela mãe, que não o escutou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 3 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capitão Denis chegou à cena do crime. Não era de seu conhecimento o por quê de Jack estar lá, mas diante daquilo tudo, só podia imaginar que no relatório daquela outra troca de tiros na estrada, Jack tinha ocultado um terceiro criminoso que fugira da cena, exatamente pra mais tarde poder ir atrás dele e vingar a morte de Tonho Boca Santa sem maiores problemas. Esse era o Jack Aníbal, mais conhecido como Jack Animal, não era flor que se cheirasse, tinha lá seus métodos, mas à seu modo, cumpria seu dever. Capitão Denis pensou que se fosse em sua época, como policial das ruas, também agiria da mesma forma. Se chegou nos legistas e foi ter com eles seus pareceres, assinou uns papéis sem ler, trabalho burocrático nunca fora seu forte. Estava cansado daquela vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epílogo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, dentro dum Corsa preto com os vidros filmados, uma figura obscura carregava dentro do porta-malas a mala de viagem cheia de cocaína e suja de sangue ainda úmido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma mínima fresta do vidro, podia se ouvir a voz de Jim Morrison cantando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Riders on the storm... There´s a killer on the Road...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-6620483112186981640?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/6620483112186981640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=6620483112186981640&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/6620483112186981640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/6620483112186981640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2010/08/vai-um-pouco-mais-de-encrenca.html' title='Vai mais um pouco de Encrenca??'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSTiAFmCzI/AAAAAAAAADI/6IJZOxp9GF4/s72-c/090310190718.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-3537563126857680649</id><published>2010-08-03T18:44:00.000-07:00</published><updated>2010-08-03T18:44:02.001-07:00</updated><title type='text'>Além dos Limites</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CJUEBET%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CJUEBET%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CJUEBET%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}@font-face	{font-family:"Trebuchet MS";	panose-1:2 11 6 3 2 2 2 2 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman","serif";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	font-size:10.0pt;	mso-ansi-font-size:10.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;}@page WordSection1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.WordSection1	{page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TFjFv85k4EI/AAAAAAAAACQ/xPgDD4k701o/s1600/4842_mehwish_skull1024_768-500x375.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TFjFv85k4EI/AAAAAAAAACQ/xPgDD4k701o/s320/4842_mehwish_skull1024_768-500x375.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Carlos estacionou o carro embaixo da ponte e desligou o motor, aumentou o volume do rádio e sem que Izaura esperasse, começou a beijá-la com volúpia. Suas mãos abusadas já bailavam dentro da blusa dela, procurando alcançar os seios. Num golpe rápido, deitou o banco do carro e com a agilidade de um felino passou para o banco do carona, espremendo o corpo esbelto de Izaura com o seu. Izaura correspondia mordiscando os lábios de Carlos, apertando suas nádegas com força. Sem perder tempo, começou a abrir sua calça, não queria esperar mais, pois já sentia o umedecer de sua vagina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os vidros embaçados e o som do rádio impediram o casal de perceber a aproximação silenciosa daquele Voyage preto, que parou atrás do carro de Carlos que foi surpreendido ao sentir que mãos o puxavam para fora do carro. A pancada na cabeça o fez desmaiar.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Izaura, em pânico e atordoada pela surpresa, mal conseguia balbuciar. Sentiu alguém segurar seus pés e puxar-lhe para fora, sendo jogada ao chão e chutada violentamente no abdome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Olha aí Alemão. Vê só que corpinho dessa puta. Cara, eu vou engaçar essa vadia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Pega leve Zeca. Tu já não desgraçou aquela menininha?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Qual é cumpadi? Vai marrentar agora é? Tu é frouxo mesmo o caralho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Cara, te liga, a polícia deve estar rondando por aí. Vamos levar o carro e deu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Vai se fuder Alemão. Eu vou comer essa puta. Olha só, tá com os pentelhos aparadinhos, não é um tesão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Cara, eu to avisando, deixa a mina pra lá e vamo embora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Vai cagar, Mané. Tá afrouxando? Vai me peitar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enfurecido, Zeca Pele de Cobra estoura a cabeça de Carlos com um tiro. Não satisfeito, vira o cadáver de bruços e dá mais três tiros à queima roupa em seu ânus. Alemão Cabeça de Martelo, transtornado, se joga em cima de Zeca, desferindo vários socos na sua cara. Os dois rolam pelo chão, um tentando atingir o outro. Alemão conseguiu puxar de sua faca e abriu um rasgo na barriga de Zeca, que ficou esticado no chão frio, segurando as tripas que escapuliam entre suas mãos. Quando Alemão se levantou, sentiu um baque e uma queimação na sua coluna, caindo imediatamente de joelhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tonho Boca Santa empunhava sua pistola ainda fumegante, pronta para mais um disparo, desta vez mirava na cabeça de Alemão. Repentinamente, sentiu algo atravessar-lhe a garganta, queimando, fazendo seu sangue jorrar em cascata. Seus olhos turvaram e Tonho Boca Santa tombou com o tiro certeiro disparado por Zeca Pele de Cobra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Jack puxou o gatilho uma única vez e observou os miolos de Zeca esparramar-se pelo chão empoeirado da margem do rio. Seus ouvidos zuniam latejantes, ecoando no fundo de seu cérebro. Tudo foi muito rápido, demais até. Olhou para os corpos estendidos no chão, nada se movia. Pairava no ar o cheiro de sangue e pólvora. O silêncio foi quebrado pela &lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;voz de Jim Morrison no rádio do gol vermelho: &lt;i&gt;This is the end, beautiful friend. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;This is the end, my only friend, the end.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Casualmente ou não, o tabuleiro da vida mexia suas peças. Jack caminhou até o corpo de Tonho que dava seus últimos espasmos. Abaixou-se e colocou seus dedos na carótida para certificar-se, inesperadamente, após um espasmo, Tonho peidou, e, definitivamente, seu corpo desfaleceu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Jack sentiu o peso do mundo em suas costas. Tonho fora o único parceiro que fechava com ele, e agora estava morto. Levantou-se enfurecido e parou em frente ao corpo de Zeca, esfacelou sua cara a tiros, nem sua mãe iria reconhecê-lo. Pegou a arma de Zeca e caminhou na direção de Izaura, que continuava desacordada, apesar de todo o barulho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ficou em pé diante daquele corpo nu. Se fosse em uma outra ocasião, não hesitaria em foder aquele corpo delgado, mesmo desmaiado. Era uma pena, a garota era jovem e gostosa, deveria ter o máximo dezenove anos, pela pele macia e a maquilagem, Jack concluiu que era mais uma filha bastarda, viciada em pó, que passava as noites na balada, fodendo como cadela no cio em troca de umas carreiras de pó. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Com a mão protegida por uma luva cirúrgica, Jack desferiu dois tiros no peito de Izaura e um na cabeça. Não queria testemunhas. Voltou ate pó corpo de Zeca e recolocou a arma em sua mão. Foi até o Gol vermelho, tirou a chave da ignição, abriu o porta-malas e pegou a mochila preta recheada de cocaína. Fechou o porta-malas e recolocou a chave na ignição. Foi até a viatura discreta, guardou a mochila e pelo rádio chamou apoio e socorro médico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quando os colegas e as ambulâncias chegaram, Jack estava sentado no lado de fora da viatura, espremendo o ferimento na sua perna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Mataram o Tonho! Mataram o Tonho!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Calma! Jack. Vai ficar tudo bem - Dizia o Capitão Denis enquanto segurava sua mão no intuito de ampará-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-3537563126857680649?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/3537563126857680649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=3537563126857680649&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/3537563126857680649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/3537563126857680649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2010/08/alem-dos-limites.html' title='Além dos Limites'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TFjFv85k4EI/AAAAAAAAACQ/xPgDD4k701o/s72-c/4842_mehwish_skull1024_768-500x375.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-5598017980226540617</id><published>2010-07-31T10:32:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T10:35:05.663-07:00</updated><title type='text'>Tempos de Violência parte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TFReEHPl3MI/AAAAAAAAACI/gpOmWu1Q9bs/s1600/1DeadWalk.jpg_thumb.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TFReEHPl3MI/AAAAAAAAACI/gpOmWu1Q9bs/s320/1DeadWalk.jpg_thumb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faltavam dez minutos para as duas da madrugada quando o celular de Anibal tocou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Fala chefe. Sim já estou com o pacote. Não, ainda não. Eu sei chefe, mas quase bati em dois viados chapados num cruzamento. É chefe, dois viados chapados, passaram o sinal vermelho num Voyage velho e preto, caindo os pedaços. Sorte dos putos que eu não podia parar, senão arrancava as bolas deles e enfiaria goela abaixo. Tá bom chefe, pode deixar comigo. Desligou o telefone e acendeu um cigarro. Ainda estava com aquele Voyage na cabeça. Quase que o serviço acabou em merda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conhecido nos guetos e ruelas como Jack Animal, ou Canibal, ou Jack o Temido. Policial com mais de vinte anos de rua e violento ao extremo, seus métodos de combater o crime não passavam pelos tribunais. Jack era um exterminador. Para ele a justiça só servia para acalmar os ânimos hipócritas da população e da mídia subversiva e capitalista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tonhão! Abre o porta-malas e traz o viado pra cá.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É pra já, Jack.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tonho Boca Santa, Tonhão ou Aleijadinho (este último devido a um pequeno, melhor, gigantesco detalhe em seu pau). Recém-saído da academia de polícia e criado nos subúrbios da metrópole. Sua infância foi cercada pelo alcoolismo e a violência do pai. A mãe se prostituía às escondidas para conseguir uns trocados a mais. Tonho caiu no colo de Jack logo que se formou. O último parceiro de Jack foi encontrado carbonizado em uma clareira na reserva florestal de Serrinha, distante cerca de vinte e cinco quilômetros do centro da cidade. O apelido Boca Santa foi Jack quem deu devido à sua capacidade de adivinhar o que iria acontecer, e Tonho Boca Sana sempre adivinhava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jack olhava para as águas lamacentas e cheias de esgoto e metal pesado das indústrias, enquanto tragava seu cigarro mentolado e esperava Tonho Boca Santa trazer o pacote. Avistou um corpo boiando no meio daquelas águas putrefaz. Estava longe, mas sabia que era um corpo. Aquele rio também era local de desova de defuntos. A polícia não dava muita importância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Aqui está Jack.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bom. Muito bom Tonho. Vamos ver se essa mocinha aguenta o tranco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jack retirou o capuz e a mordaça do homem jovem, na casa dos vinte anos. Deu-lhe um tabefe na cara que o fez grunhir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então tu vai embaçar meu negócio? Perguntou Jack.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não senhor, eu juro. Respondeu o jovem, choramingando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Qual o teu nome, infeliz?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Michael, senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bichael? Isso é nome de macho? Tem apelido, viado?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É Mimi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ô Tonhão! Tá ouvindo o que eu ouvi? Vê se isso tem jeito de ser homem com esse apelido, Mimi. Tá zoando com a minha cara, boneca?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Jura? Sério? Tonho me dá o alicate. Sabe o que eu vou fazer contigo, viadinho? Vou arrancar cada unha dessas tuas mãozinhas delicadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes que o rapaz pudesse expressar qualquer reação, Jack tampou sua boca com fita. Deu cinco voltas ao redor da cabeça para garantir que nenhum som sairia daquela boca. Sem perder tempo, tratou de arrancar de uma vez as unhas das mãos que estavam algemadas atrás do corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tá gostando viadinho? Espera até o Tonho comer tua bunda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tonho fumava calmamente seu cigarro. Ria e peidava ao mesmo tempo. Gostava de ver Jack em ação. Jack era implacável, seu herói. Ficou lembrando quando pegaram o Alfinete, um cafetão metido a esperto que mantinha umas putas na zona sul. Caiu na besteira de não pagar o acerto. Jack havia lhe pedido para caprichar com o Alfinete, sem dó nem misericórdia. Tonho deu o melhor de si. Foi divertido ver o cara andar de pernas abertas depois que saiu do hospital. Os médicos tiveram que dar vinte e sete pontos para costurar o estrago em seu ânus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Aí Tonho! O viado desmaiou na terceira unha do pé. Acredita nisso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Peraí que ele já acorda. Falou Tonho soltando uma gargalhada e dois peidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tonho pegou o rapaz pelas pernas e o levou até a beira do rio. Deixou-o de pernas para o ar e enfiou sua cabeça na água. Quando sentiu a contração nas pernas de Michael, puxou-o para fora e deu-lhe três tabefes na cara para acordar de vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acordou viadinho? Agora tu vai conhecer o Tonhão aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jogou o rapaz no chão, arrancou sua calça e a cueca. Tirou a própria roupa e começou a alisar seu pênis até senti-lo rijo o suficiente para colocar uma camisinha. Deu umas palmadas na bunda magra e branca do rapaz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bundinha virgem, Jack. Esse aqui vai sentir mais que o Alfinete.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tonho não tinha pudor. Para ele não fazia diferença em que buraco do corpo enfiaria o pau, fosse homem, mulher, jovem ou idoso. Se tivessem que pagar por algo, Tonho fazia questão de cobrar, com seu pau tamanho extra/big/GG, que fazia até puta correr. Nascera com uma anomalia genital, seu pênis era mais grosso que um punho fechado, longo, praticamente um jumento, literalmente falando. Tonho riu quando começou a penetrar o rapaz, que se contorcia e espremia as nádegas no intuito de evitar a penetração. Em vão, Tonho abriu suas nádegas com as mãos e, sem cerimônia, introduziu aquele cajado com violência. Riu e peidou quando viu o sangue borrar a camisinha, ficou mais excitado ainda e socou até sentir que alguma coisa dentro do rapaz rasgou. Quando terminou o serviço, uma poça de sangue se formava ao redor do quadril do infeliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jack assistia a tudo e vigiava ao mesmo tempo. Fumava seu habitual cigarro mentolado e ria diante da cena, da cara que Tonho fazia a cada estocada, do tremor do corpo do rapaz. Quando Tonho terminou sua sabatina, Jack foi conferir o estado de Michael.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se não morrer de hemorragia, vai morrer com infecção. Mas antes vamos dar uma ajudinha para as bactérias. Vai se limpar Tonho. Vou certificar-me de que este daqui não voltará do mundo dos mortos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jack pegou um taco de beisebol e bateu violentamente na cabeça do rapaz até sentir que o cérebro começava a sair pelos buracos. Depois enfiou quase todo o taco na bunda do jovem e ficou mexendo como se estivesse mexendo em um caldeirão. Quando achou que já era o suficiente, chamou Tonho Boca Santa e jogaram o corpo no rio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entraram na viatura discreta e rumaram para um buteco para tomar umas cervejas. Jack pegou o telefone e ligou para o chefe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Chefe! Tudo certo, o viadinho não vai mais comer sua filha. Opa! Desculpa chefe, foi mal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desligou o telefone e começou a dar risada. Tonho o acompanhou naquela sinfonia de risos e peidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-5598017980226540617?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/5598017980226540617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=5598017980226540617&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/5598017980226540617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/5598017980226540617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2010/07/tempos-de-violencia-parte-ii.html' title='Tempos de Violência parte II'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TFReEHPl3MI/AAAAAAAAACI/gpOmWu1Q9bs/s72-c/1DeadWalk.jpg_thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-4135984436310897503</id><published>2010-06-27T12:06:00.001-07:00</published><updated>2010-11-08T07:58:17.772-08:00</updated><title type='text'>Tempos de Violência - Parte 1</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSXSlx9gqI/AAAAAAAAADU/qQefHbvLX8Q/s1600/gangster-chimp.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://1.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSXSlx9gqI/AAAAAAAAADU/qQefHbvLX8Q/s320/gangster-chimp.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Zeca Pele de Cobra e Alemão Cabeça de Martelo colocavam tudo que parecia ser de algum valor dentro de sacos de lixo pretos. Um homem aparentando uns 35 ou 36 anos, jazia no tapete da sala com um rombo sangrento do lado direito da cabeça, e uma mulher, mais ou menos dessa mesma idade, nas escadas, com várias e grossas veias saltadas na cara roxa, uma língua azul pra fora da boca e três ou quatro unhas quebradas. Na cozinha, uma garota de uns treze anos no máximo, amordaçada com silvertape e com os braços e pernas atados com corda grossa de barraca de acampamento, tinha um dos olhos roxos e chorava copiosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;– Alemão, acho que já pegamos tudo que valia de alguma coisa aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É, já era. E aquela puta na cozinha? Ela viu a nossa cara. A gente vai ter que matar ela também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Claro que a gente vai ter que matar ela também, seu burro do caralho. Mas você acha que eu tive todo esse trabalho amordaçando e amarrando essa putinha durante quinze minutos só pra depois meter bala no meio daquela linda cabecinha e sair correndo??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não, acho que não... Não tô sacando, Zeca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Caralho, quero dizer que a gente vai se divertir um pouco antes de matar a puta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ah! Porque não disse logo que era isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porque não achei que você fosse tão burro assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Para de me chamar de burro, ô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tá, tá bom. Você não é burro, só é distraído. Tá bom assim, doçura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tá bom, tá bom...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Legal. Agora para de falar merda e me ajuda com esses sacos; eles vão no banco de trás. A puta, a gente coloca no porta malas pra não chamar a atenção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levaram os sacos de lixo para fora tranquilamente, como profissionais. A garota deu um pouco de trabalho, Zeca resolveu o problema apagando ela com um murro no meio da testa. Arrancaram com o Voyage preto 86 e rodaram durante uns quarenta minutos. Pararam debaixo de uma ponte sobre o rio que cruzava perto da periferia da cidade. Não havia ninguém por perto, nenhum som. A noite estava mais escura do que nunca, fria e sem estrelas. Desceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Zeca, você tem certeza cara? Não era melhor a gente deixar as coisas no apartamento primeiro, e depois voltar aqui com a puta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não, porra! Isso só ia aumentar a nossa chance de ser pego com um carro cheio de coisas roubadas e uma garota de doze anos amordaçada no porta malas. Entende o que eu digo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É, acho que cê deve ter razão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Além do mais, Cabeça, eu não tô mais aguentando cara, viu a idade dessa putinha? Gosto assim cara, ela é virgem cara, tenho certeza... Vou arregaçar essa vagabunda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Beleza Zeca, mas vai logo. E vê se pega leve porque depois é a minha vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pegar leve uma porra! Vou arrebentar ela todinha! Fica de olho pra ver se nenhum cuzão aparece pra me atrapalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeca Pele de Cobra foi até o porta malas e arrancou a garota de lá; estava pálida, apavorada, tinha os olhos vermelhos e inchados de tanto chorar, tinha os gritos de horror sufocados pelo silvertape colado na boca, se debatia loucamente. A cena só contribuía pra deixá-lo mais doido ainda. Deu três fortes bofetadas na cara dela e a jogou com violência em cima do capô do carro. Rasgou a calcinha rosa de coraçãozinho, puxando violentamente, e a penetrou com força, pra machucar. Mesmo amordaçada seus gritos poderiam ser ouvidos a certa distância. Porém, não havia ninguém e, mesmo que houvesse, não teria culhões pra se meter com aqueles tipos. A garota era virgem, como Zeca Pele de Cobra tinha pensado, sangrou, e muito. Se mijou toda. Ele gozou. Virou ela de bruços e começou a meter por trás, com mais violência do que antes; ele próprio sentindo a pele do pau prestes a rasgar. A garota sangrou novamente e defecou em seu pau. Quando ia gozar de novo, a fez ficar de joelhos puxando-a pelos cabelos, e esporrou em sua cara. Depois lhe deu um chute no meio da cara, jogou-a no chão de terra, rasgou a camisola com estampa de ursinho. Ia fazer mais uma viagem, só que quando foi pra cima, levou uma unhada na cara. Reagiu esmurrando a garota até dizer chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alemão Cabeça de Martelo que estivera na ponte de olho no movimento voltou nesse momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Puta que pariu!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– He, He, He, me empolguei, cara. Essa puta me deixou doido. Tua vez. Vou fumar um cigarro e depois volto pra dar mais uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alemão ficou ali parado, olhando para aquela garotinha magrela, coberta de hematomas, sangrando em cima duma poça de xixi e merda. A camisola de ursinho e a calcinha rasgada, ao lado do corpo desfalecido. A cara dela tinha se transformado praticamente numa massa de sangue onde se destacavam apenas os dois olhos azuis. Estava morta. Ele sentiu uma súbita tontura e um líquido quente e azedo subindo. Vomitou. Zeca se aproximou com o cigarro num dos cantos da boca e os dois polegares enfiados nos bolsos da frente, encarou Alemão com desdém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Algum problema Cabeça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Cara... O quê cê fez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Só dei pra essa puta o que ela merecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você matou ela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É? Foda-se. Não é a primeira piranha que eu mato e nem vai ser a última. Que foi, tá virando bicha depois de velho é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não é isso Zeca, é que ela era apenas uma criança, cara, cê não precisava ter sido tão cruel...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Cruel? Tá de sacanagem comigo, né? Que qui é? Puta que o pariu, a boneca vai chorar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não cara, não vou chorar merda nenhuma! Tá me tirando? Apenas disse que você não precisava ter...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ai, CARALHO! Já ouvi, merda! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tudo bem, esquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Esquecer? Você enche o saco, sabia?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não tá mais aqui quem falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porra, que merda, depois dessa até perdi a vontade de foder!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ela tá morta, Zeca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que se foda, morta ou viva, é tudo a mesma merda! Agora escuta, tu vai lá honrar esse trocinho que cê tem pendurado no meio das pernas ou a gente pode atirar a piranhazinha logo dentro do rio e dar o fora dessa merda de uma vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acho que não tâ a fim. Tô me sentindo meio mal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É, foi o que eu pensei. Então me ajuda aqui a arrastar essa puta até o rio pra gente dar o fora daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um pegou em um dos pés da garota e foram a arrastando até o rio. Ela boiou. Alemão Cabeça de Martelo disfarçou e virou pro lado, engolindo vomito quente e azedo pra Zeca não ver. Ambos desviaram o olhar ao passarem pela poça de sangue, xixi e merda que se formara no chão perto do capô do carro, onde a garotinha tinha sido estuprada e espancada até a morte. Os pedaços da camisola de ursinho rasgada voavam junto com o vento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entraram no carro. Zeca Pele de Cobra saiu cantando pneu e pisando mais do que o de costume. Alemão sintonizou na estação de música sertaneja, deixando o volume bem alto e fechando os olhos na tentativa de esquecer tudo aquilo que tinha acontecido. Zeca acendeu outro cigarro e cruzou todos os faróis vermelhos sem parar e nem olhar pros lados. Nenhum dos dois trocou nenhuma palavra durante o percurso de volta pra casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-4135984436310897503?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/4135984436310897503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=4135984436310897503&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/4135984436310897503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/4135984436310897503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2010/06/tempos-de-violencia-parte-1.html' title='Tempos de Violência - Parte 1'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/TNSXSlx9gqI/AAAAAAAAADU/qQefHbvLX8Q/s72-c/gangster-chimp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-1324741063979459043</id><published>2010-06-27T11:53:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T12:00:49.287-07:00</updated><title type='text'>Nova Fase</title><content type='html'>Aos seguidores e leitores deste espaço, inicia-se outra fase aqui no blog. Como somos três pessoas que juntas formam este personagem pitoresco chamado Dr Walzemhut, obviamente idéias novas surgem, bem como a mudança de membros. Contamos agora com outro integrante que veio agregar e muito em matéria de idéias.&lt;br /&gt;Nossas próximas postagens, que esperamos ser do agrado de todos, serão mais pesadas. Portanto, advertimos os leitores que o que passarão a ler contém cenas fortes, chocantes mas que fazem parte da vida dos escritores. O que não significa que qualquer de nos concorde ou seja a favor da violência estampada nos textos, cujo conteúdo não é recomendado para menores, tanto que o conteúdo passa a ser extremamente voltado para o púlico ADULTO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecemos e esperamos que gostem dessa nova fase.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-1324741063979459043?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/1324741063979459043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=1324741063979459043&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/1324741063979459043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/1324741063979459043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2010/06/nova-fase.html' title='Nova Fase'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-5495669830381410704</id><published>2010-06-11T15:07:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T15:09:18.037-07:00</updated><title type='text'>Mudanças</title><content type='html'>Em breve estaremos dando continuidade às insanidades do Dr Walzemhut, com novas estórias e novas aventuras e outras coisas doidas, com sangue novo chegando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-5495669830381410704?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/5495669830381410704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=5495669830381410704&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/5495669830381410704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/5495669830381410704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2010/06/mudancas.html' title='Mudanças'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-9144330406567759200</id><published>2010-03-15T18:47:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T19:01:22.709-07:00</updated><title type='text'>Destinos Cruzados II</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/S57jyZT6QzI/AAAAAAAAACA/Nf5_pT4-_Vk/s1600-h/Colina+San+Rafael.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 245px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449043054092239666" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/S57jyZT6QzI/AAAAAAAAACA/Nf5_pT4-_Vk/s320/Colina+San+Rafael.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;foto by felipemaunn&lt;/em&gt; (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.panoramio.com/photo/8458575"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;www.panoramio.com/photo/8458575&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro disparo estilhaçou uma vitrine bem à minha frente. Pude sentir o zunido do projétil passando próximo da minha cabeça. Em seguida veio o segundo disparo e desta vez não me acertou por pouco. Por sorte tropecei naquele idiota paspalhão, o que fez com que meu corpo se desequilibrasse, no exato momento que o peito de um turista, que estava a uma metro e meio de meus olhos, foi perfurado pelo projétil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Merda cara! Sai da minha frente porra!&lt;br /&gt;- Sai você da minha, não está vendo que estão atirando em mim?&lt;br /&gt;- Em você o cacete, aquelas balas são para mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O terceiro disparo calou nossas bocas. Começamos a correr feito loucos pelos corredores da galeria. Não sei de onde o cretino de camisa floreada tirou a idéia de que aqueles três puxa sacos do governo queriam matá-lo, mas corria como o diabo da cruz. Que merda, não esperava que me descobrissem tão cedo. Hospedei-me perto da embaixada brasileira justamente para ficar de olho nos cretinos. Minha saída era me misturar aos turistas e sumir da vista daqueles putos. Chamar la policia seria a coisa mais estúpida a fazer naquele momento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saí correndo pela lateral da galeria e cheguei até a avenida Pan Americana e tomei rumo ao edifício Monalisa. Entrei na primeira loja de roupas. Por sorte consegui comprar a peruca loira do manequim. O Paraguay tem lá suas vantagens, só não vendem a mãe a preço de custo devido à tradição. Para meu espanto, o puto da camisa Hawaii entrou logo atrás de mim, e também trocou a roupa. Não sei de onde o filho da puta arrumou um aparador de cabelo. Logo que saiu do provador, usava corte zero nos cabelos, terno e gravata, um chapéu estilo Valdik Soriano e um legítimo rayban paraguaio. Não precisou me dizer, mas pelo desespero do safado, me convenceu de que aqueles três boiolas pistoleiros, realmente estavam à sua caça, por qual motivo não sei.&lt;br /&gt;Não fiquei para trás no disfarce, tratei de me enfiar logo naquele vestido mais enfeitado que vestido de baiana no desfile de carnaval. pedi ajuda para a vendedora me fazer uma maquiagem rápida, com batom e tudo. Alguns colares no pescoço e muitas pulseiras penduradas nos braços. Um óculos escuro tamanho gigante adornava minha cara quando saí de mãos dadas com o estranho. Devo ter ficado parecido com a Carmem Miranda ou ridículo demais. O chato era aquela meia calça puxando os pêlos da minha bunda, que me forçava, a cada cinco passos, ficar ajeitando ela aqui e ali. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não ria, seu puto. Vá falando logo. O que você fez para aqueles homens atirarem em você?&lt;br /&gt;- É uma longa história. E você? Por que está fugindo?&lt;br /&gt;- É uma história longa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos dispersamos na multidão. De longe consegui avistar os três patetas feito baratas tontas, olhando para todos os lados, tentando nos encontrar. Hasta la vista cabrones! Entramos num táxi e rumamos para o subúrbio. Como não estava disposto a ser confundido com uma corredera, tratei logo de comprar outras roupas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Descemos do táxi já no alto da colina San Rafael, ao norte, de onde tínhamos uma visão privilegiada do rio Paraná. Entramos num boteco, pegamos umas garrafas de Pilsen Dorada e fomos nos sentar no alto da colina, remoendo os últimos acontecimentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Rubens. Tim tim.&lt;br /&gt;- Rui. Saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos em silêncio, apreciando a cerveja gelada e a paisagem. Algumas aves faziam acrobacias no céu enquanto Martin pescadores davam rasantes nas águas do rio Paraná. Ao longe, o intenso movimento na ponte da amizade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-9144330406567759200?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/9144330406567759200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=9144330406567759200&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/9144330406567759200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/9144330406567759200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2010/03/destinos-cruzados-ii.html' title='Destinos Cruzados II'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/S57jyZT6QzI/AAAAAAAAACA/Nf5_pT4-_Vk/s72-c/Colina+San+Rafael.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-6391951849237651732</id><published>2010-02-25T15:06:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T15:20:04.962-08:00</updated><title type='text'>Machado,lona e alvejante...(VI)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/S4cC-Thh12I/AAAAAAAAAB4/0oUFtbCfIo0/s1600-h/retrovisor.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 216px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/S4cC-Thh12I/AAAAAAAAAB4/0oUFtbCfIo0/s320/retrovisor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442321944116582242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destino&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Destino. Palavra cruel. Quando pensamos que nossa vida tomou um rumo definido, vem o maldito destino e nos passa uma rasteira, por vezes tão grande, que não conseguimos reunir forças para levantar. Pensei que iria ficar longos e eternos anos com Leila, foi paixão a primeira vista. Não me importava com o fato dela estar envolvida naquele assassinato na padaria, anos atrás, queria tê-la ao meu lado. O destino já tinha me esbofeteado antes, quando levou Camila, agora Leila. Mulher burra, idiota mesmo.&lt;br /&gt;Quando fugimos de Santo Ângelo, estava realmente disposto a largar tudo, deixar de vez a polícia, morar em um lugar à beira mar. Mas a vadia tinha que ser loira. No meio do caminho, naquela noite, o pneu do carro furou. Parei no acostamento para trocar o pneu. Leila saiu do carro, não ouviu ou fez de conta que não ouviu quando disse para ficar no acostamento. A anta tinha que ver de perto como se trocava um pneu.&lt;br /&gt;O caminhão não deixou muita coisa do seu corpo para que pudessem reconhecer. Foi instantâneo, sem freadas, sem gritos. Apenas aquele barulho de ossos sendo dilacerados. O caminhoneiro sequer parou, sequer desviou. Sumiu na noite tão rapidamente quanto surgiu. O mínimo que pude pensar foi que o filho da puta estava chapado de tanto rebite. Caralho, não pude dar uma mísera trepada com Leila. Ascendi um cigarro enquanto o puto do Elvis Costello tentava me torturar no rádio, com aquela voz dizendo “She, May be the face I can't forget. A trace of pleasure or regret. May be my treasure or the price I have to pay” Ela, pode ser o rosto que eu não consigo esquecer O caminho para o prazer ou para o desgosto. Pode ser meu tesouro ou o preço que eu tenho que pagar. Fodam-se, a Leila e o Elvis.&lt;br /&gt;Olhei por instantes, de longe, aquela massa disforme sob a luz prateada do luar. Entrei no carro, desliguei o rádio e dei meia volta rumo à Santo Ângelo. Os planos haviam mudado. Meu telefone estava lotado de chamadas da Chefia. Não queria atender ninguém. &lt;br /&gt;Apareci no QG três dias depois. Convenci a todos que havia sofrido um infarto, que estava hospitalizado e por isso não atendia ao telefone.&lt;br /&gt;O chefe me chamou em seu gabinete. O que será que aquele baixinho enfadonho queria comigo?&lt;br /&gt;- Senta aí. Como vai o coração?&lt;br /&gt;- Tudo certo. Foi alarme falso. Na verdade, o médico me convenceu que era puro estresse.&lt;br /&gt;- Tenho um trabalho especial para você. Algo que vai lhe render uma boa aposentadoria.&lt;br /&gt;- Diga lá, chefe.&lt;br /&gt;- Preciso de um braço direito, um homem de extrema confiança e com qualidades especiais. &lt;br /&gt;- E que qualidades seriam estas, chefe?&lt;br /&gt;- Suas qualidades.&lt;br /&gt;Aquelas palavras me balançaram, por breves momentos. Como não havia mais nada além da minha própria vida para perder, topei fazer o serviço "sujo" para o Chefe de Polícia, meu chefe. Até o belo dia em que me chamou na sua casa, no meio da noite, para me passar mais um "serviço". Capturar o braço direito do maior traficante desde a queda do Fernandinho Beira Mar.&lt;br /&gt;Butch. O balofo Butch. O inescrupuloso leitão do Butch. Sadam e Butch, dupla perfeita, o chefe do crime e o chefe da polícia, tomando uísque contrabandeado e fumando charutos paraguaios cubanos.&lt;br /&gt;Logo que entrei dei de cara com aquela maleta preta ao lado da poltrona do meu chefe, que logo anunciou.&lt;br /&gt;- É esse o homem que vai ter fazer feliz Butch. &lt;br /&gt;- Quer uma bebida garoto? Sente-se. Aqui está a foto do cretino do Rui. O filho da puta está com algo que me pertence. Quero que me traga aquela maleta de volta e a cabeça do Rui. Pode ficar com o corpo. O dinheiro que ele levou não importa tanto. Quero a maleta, não esqueça. Cinqüenta por cento agora e quando voltar, o resto da grana que está ali é sua.&lt;br /&gt;Não pensei duas vezes. Um cavalo encilhado não passa toda hora na sua frente. Descarreguei o revólver, três tiros para cada um.&lt;br /&gt;Sinatra ainda cantava My Way quando deixei a casa e os cadáveres para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;br /&gt;                    Machado,lona e alvejante...(VII)&lt;br /&gt;                               Última parada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, o moço da imobiliária está aqui.&lt;br /&gt;O velho era tão míope que não notou que aquele enorme homem, com um improvável casaco de nylon azul em uma tarde de calor como aquela, um imundo pano de prato enrolado na mão, parado à sua porta, não era exatamente o estereótipo do corretor de imóveis.&lt;br /&gt;Vaso ruim não quebra. A máxima de papai havia se concretizado. O velho depravado tinha razão. Quando Cale caiu como um saco de batatas a seu lado, apostou todas as fichas que também partiria para uma nada agradável viagem ao inferno, afinal tinha um buraco na lateral da barriga e só dois dedos inteiros na mão esquerda. &lt;br /&gt;Após atirar em Cale, sabia que precisava sair dali. Procurar ajuda. Mas precisava estancar a hemorragia. Virou-se com dificuldade e com todas as limitações que a obesidade lhe impunha, notou que havia levado um tiro na transversal. A bala entrou, atravessou a espessa camada de gordura e saído na parte posterior, não atingindo nenhum órgão vital. Engatinhou até a gaveta do balcão da cozinha, arrancou-a espalhando inúmeras coisas pelo chão. Achou o que queria. Uma caixa de lenços umedecidos, álcool e cola Super Bond. Fez duas buchas e trincando os dentes, jogou o álcool, obstruiu os orificios causados pela bala. Em seguida, gastou toda a bisnaga da cola. Pronto. Lacrado. Ia ver no que daria. Oito comprimidos de analgésico e já estava em pé. Amarrou o pano de prato como um torniquete na mão ferida, pegou a arma de Cale e abriu uma fresta na porta para vislumbrar o corredor. Nada. &lt;br /&gt;Estava tonto, a pressão havia baixado devido aos comprimidos. Cambaleando, saiu com a pistola em punho dentro do bolso do velho casaco.&lt;br /&gt;A sorte parecia ajudar. Em frente, caminhões de bebida abasteciam o Gaúcho. Oktober. Bueno, dessa estava fora.&lt;br /&gt;Desceu pela Bento Gonçalves e apertou a campainha da terceira casa.&lt;br /&gt;- Vamos entrar, rapaz. O sol não está sendo amigo.&lt;br /&gt;Caramba, tudo estava conspirando a favor. Imobiliária. Pois sim, seria o moço da imobiliária. &lt;br /&gt;- Liguei para lá e me disseram que mandariam alguém mais a tardinha.&lt;br /&gt;-Estava aqui perto e aproveitei.&lt;br /&gt;-Ah! Sente-se ali. Mãe, traz um cafezinho.&lt;br /&gt;A estreita poltrona praticamente o entalou e os pés de madeira rangiram ameaçadoramente.&lt;br /&gt;-Bom, quero vender esta casa e comprar um apartamento, o pátio é muito grande e somos só eu,a patroa e uma neta..&lt;br /&gt;- O senhor poderia me mostrar a escritura?-precisava ganhar tempo.&lt;br /&gt;-Claro. Só um momento, vou buscar.&lt;br /&gt;Putz. A cabeça estava confusa e não sabia o que fazer. Poderia fazer os velhos de reféns em caso de cerco. Mas a princípio, parecia que ninguém notou sua incursão ali. Então poderia pensar com mais calma.&lt;br /&gt;Vovó trouxe o café e logo foi ajudar a achar a escritura. Menos mal. Visualizou uma chave de carro em cima de uma mesa. Amaldiçoou sua incompetência Nunca fora capaz de aprender a dirigir.&lt;br /&gt;-Aqui está. Note que área construida é enorme, e bláblábláblá.&lt;br /&gt;Era enervante. O casal de velhos começou uma explanação acerca da história, das dificuldades para construírem a casa. Olhou para o chão e notou um filete de sangue correndo no vinco entre as lajotas marrons. Droga, o ferimento estava vazando. Era questão de tempo para notarem. A campainha tocou. Era a polícia, subjetivou. A mão sobre o cabo da pistola, dentro do bolso suava muito. Olhou para o chão e viu um enorme gato persa cinza e com uma gravata borboleta de bolinhas amarelas a lamber com gosto o líquido escarlate. A sorte estava do seu lado, por mais incrível que parecesse. A conversa amigável do velho na sala era com alguém conhecido. Um vizinho talvez. Estavam a se dirigir até ali.&lt;br /&gt;Levantou-se e buscou o banheiro. Era uma casa antiga, mas bem conservada. Ficava no fundo do corredor. As vozes foram ficando mais distantes. Se fosse a polícia, estava fodido. Nem reféns tinha mais. Olhou para a janela do banheiro. Nem pensar, era muito estreita. Porra, e agora? As tripas se retorciam dentro do enorme ventre. Precisava defecar. Sentou-se no vaso e começou a repensar toda a situação. Tinha realmente como escapar? Podia tirotear com a polícia, mas tinha pouca munição, além de ser burrrice. Não!De burro já havia a piranha da Leila. Estava cansado e a possibilidade de se entregar começava a ser simpática. Alguém bateu à porta. O velho perguntando se estava tudo bem. Claro, não podia estar melhor. Havia participado do assalto mais fracassado da história, foi baleado, se viu obrigado a matar o melhor amigo. Bom, era bom o velho a matraquear ali, sinal que não era a polícia. Ou seria blefe para desentocá-lo. Notou que o papel higiênico havia acabado. Apenas mais um detalhe. Teve vontade de rir. Lembrou da chave sobre a mesa. Iria viajar. Isso. Argentina. Como um tango dramático.&lt;br /&gt;Ao abrir a porta já enfiou a pistola na cara do idoso, o cano da arma lançou o óculos fundo de garrafa ao chão, despedaçando-o.&lt;br /&gt;- Quietinho, vovô. Quem estava aí?&lt;br /&gt;O velho, muito pálido gaguejou:&lt;br /&gt;- A vi-vizinha, disse que houve um assa-sinato no sobrado da esquina...&lt;br /&gt;- Ela já foi?&lt;br /&gt;- Si-sim...&lt;br /&gt;-Olha só. Estou armado,sou perigoso e se andar na linha, o senhor,sua velha e o gato canibal não se machucam&lt;br /&gt;- O que você quer?&lt;br /&gt;- Vamos viajar.&lt;br /&gt;-O quê?&lt;br /&gt;- O senhor vai me levar até a Argentina, para qualquer efeito sou seu sobrinho.&lt;br /&gt;-Meu De-us!&lt;br /&gt;Levou o velho até a sala e anunciou a situação à velha, que parecia mais controlada.&lt;br /&gt;-Peguem material de primeiros socorros. A senhora vai junto para refazer um curativo. E analgésicos também.&lt;br /&gt;A operação durou dez minutos.&lt;br /&gt;O velho falou.&lt;br /&gt;-Sinto muito, não posso dirigir...&lt;br /&gt;-Que porra está dizendo?&lt;br /&gt;-Você quebrou meu óculos.&lt;br /&gt;-Merda, merda! Que porra. Bem azar de vocês, já viveram muito mesmo...&lt;br /&gt;A velha intercedeu radiante.&lt;br /&gt;-Nada disso,filho. Eu dirijo.&lt;br /&gt;Após, carregaram todo o material e quando chegou na garagem teve uma surpresa. Um flamejante Maverick V8, laranja e com o capô e o teto pretos. Inacreditável. Será que a velha seria capaz de conduzí-los até a Argentina. Teria que assaltar uns três postos de gasolina até chegar na fronteira, para saciar a sede do velho Ford.&lt;br /&gt;Sentiu um forte cheiro de merda. Era dele mesmo. Entraram no veículo. A velha no volante, o míope no carona, o gato vampiro a se lamber olhando para o pano sujo atado na sua mão, ele no banco de trás, com a pistola em punho.&lt;br /&gt;- Vamos vovó. Pé na tábua. &lt;br /&gt;A primeira puxada do carro devia ter bebido uns três litros de combustível&lt;br /&gt;Saíram da garagem. A velha manobrou a esquerda e roncando grosso o Mavericão entrou na Marquês, atraindo os olhares dos passantes.&lt;br /&gt;Errou duas vezes as marchas e quando acertou, chapou o pé no acelerador fazendo a dianteira se erguer um pouco. O gato cravou as unhas no banco. A velocidade aumentava gradativamente.Olhou para trás.O velho sobrado e o Gaúcho ficavam rapidamente distantes. A velha manobrou novamente e entrou na  Sete de Setembro, sem reduzir. Perdeu o controle, subiu a calçada em direção à porta envidraçada da Igreja que ocupava grande espaço na grade televisiva. Uma faixa pendurada acima da porta dizia "Entre e encontre a libertação!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-6391951849237651732?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/6391951849237651732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=6391951849237651732&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/6391951849237651732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/6391951849237651732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2010/02/machadolona-e-alvejantevi.html' title='Machado,lona e alvejante...(VI)'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/S4cC-Thh12I/AAAAAAAAAB4/0oUFtbCfIo0/s72-c/retrovisor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-8593685285029276873</id><published>2009-12-21T10:42:00.001-08:00</published><updated>2009-12-22T04:52:35.818-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dois'/><title type='text'>A cidade que copiava</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Sy_BqHJXwhI/AAAAAAAAABo/32581h2ewJM/s1600-h/freeman_p08.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 221px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Sy_BqHJXwhI/AAAAAAAAABo/32581h2ewJM/s320/freeman_p08.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417761805967016466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(I)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sombrero era o que eu precisava. O sol escaldante da Ciudad del Este era o que digamos abrasador. O aglomero de pessoas com sacolas de todos os tamanhos e espécies era algo de surreal. Minha camisa Hawaii-cheguei e meus óculos espelhados pediam um colar de flores,mas eu resisti à tentação. Pareceria Hannibal Lecter em algum de seus paraísos fugidios.&lt;br /&gt;Eu não sentia falta de nada ali. Aprendi a conviver com a sujeira das ruas, mas com a nojeira das comidas não. Ligava diariamente para um restaurante de Foz que me mandava um rosbife de primeira linhagem. As putas podiam ser paraguaias mesmo. O problema maior era quando algumas começavam a fingir orgasmo. Era uma gritaria em dialeto guarani e acreditem, é muito broxante. Nada que uma boa bofetada nas ventas da vagaba não resolva. Putedo desgraçado. Aproveitam aqueles cochilos pós-foda para te levar a carteira embora. Peguei duas fazendo isso. Coitadas. O aprendizado pela dor. Eu também tinha passado por esse processo. Mas deixa isso para lá.&lt;br /&gt;Comia muito chocolate. Era meu lanche da tarde, por vezes janta. As cervejas de litrão pelo menos eu tinha com facilidade. Havia um boteco que me lembrava aquelas tavernas mexicanas com um enorme sombrero no outdoor, daí minha idéia de cobrir a moleira. Geralmente nos finais das modorrentas e empoeiradas tardes eu sentava em uma mesa estrategicamente colocada de frente para o fluxo de pessoas e com as costas protegidas. Acendia um enorme charuto cubano colocava um Stones no meu player e fones nos ouvidos. As guarânias do som ambiente me deprimiam.&lt;br /&gt;Eu sabia que não podia ficar completamente relaxado e que minha vida não valia um centavo. Não estava nem um pouquinho arrependido, afinal eu ainda estava com cento e vinte mil reais escondido e gastando na medida em que minhas ânsias consumistas e carnais pediam. Só que ás vezes imaginava o Butch, mais especificamente aquela balofa e suarenta cara no momento que abriu a maleta e viu um monte de jornal picado. Não queria estar na pele dos coitados que estavam juntos.&lt;br /&gt;Eu estava exilado naquele paraíso do lixo há dois meses. Aluguei um apartamento no centro comercial da cidade, ou seja, na ante-sala do inferno. Procurei ir na contra-mão do pensamento dos meus perseguidores. Não imaginariam que eu me refugiasse em um lugar tão movimentado e ficaria tão exposto. Não. Um cara como eu não. Eu havia conquistado fama e respeito à custa de muita bala. Os pilantrinhas nunca se criaram comigo. Na minha função de cobrador do Butch, nada de fidalguia, não senhor. Muita dentadura rachada e nariz sangrento, afinal quem manda ser negador de conta. A merda é que o Butch emprestava dinheiro para a pior escória, desde prostitutas, essas geralmente iam pagando em mercadoria, até viciados. Estes na ânsia de conseguir a porcaria apareciam até com pedaços de dedos com anéis em ouro.&lt;br /&gt;Para puta que pariu toda essa gente. Eu queria era curtir aquele dinheiro que apareceu fácil na minha mão. Butch, Butch, para quem quer ser "o patrão" como você mesmo se denominava, foi um erro imperdoável. Tratar com pouca consideração um ótimo limpa-trilhos como eu. Comi a tua mulher e limpei teu cofre enquanto se fazia de grande coisa em uma noitada com outros chefões. Serviço completo. Assim como a biscate da Kika fez em mim, barba, cabelo e bigode. Coitada, tomara que o desgraçado não descubra que a fiz me contar onde ficava o cofre.&lt;br /&gt;Nunca me achariam ali. Era o que eu pensava até ver três caras de terno e chapéu atravessarem a rua com pistolas na mão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(II)&lt;br /&gt;Caminhos cruzados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matar o chefão do tráfico foi o segundo maior erro da minha vida. O primeiro foi ter matado o Comandante Geral da Polícia, meu chefe. Quem disse que quem mata bandido é herói? Eu pensava que fosse herói, que estaria limpando a carniça que impregnava a corporação desde que aquele baixinho corrupto, sócio do narcotraficante Butch, assumiu a chefia, por indicação do próprio Governador. Meus vinte anos de dedicação, de prisões, de grandes operações, de tiroteios cinematográficos, de medalhas de bravura, foram simplesmente apagados com uma borracha, como se nunca tivesse existido. É irônico pensar que um homem que tinha o dever acima de tudo, estivesse agora na condição de bandido mais procurado do país.&lt;br /&gt;Confesso que foi por impulso que matei os dois, um momento de extrema revolta. Butch havia se encontrado com aquela cópia reduzida do Sadam, meu chefe, na casa dele para tratar da captura do braço direito de Butch, que ao que parece, havia comido a mulher dele e lhe roubado uma grande quantia em dinheiro. Butch havia oferecido o dobro daquela quantia como recompensa pela cabeça do traidor. Foi aí que eu entrei na jogada. O comandante mandou me buscar em casa, disse que tinha uma missão especial para mim, que era o melhor homem da corporação e toda essa balela chantagista e cínica. Quando me falou dos detalhes sórdidos da operação, não tive dúvidas, esfacelei aquela cara gordurosa do Butch com três tiros, e, para não estragar o funeral do chefe, dei os outros três tiros no peito dele. Sabia que seria enterrado como herói.&lt;br /&gt;Com toda a polícia, a imprensa e os caçadores clandestinos de recompensa no meu rastro, a solução foi me esconder aqui nesse pulgueiro paraguaio, o San Rafael Hotel, localizado a duas quadras da Pan American Highway, logo depois da ponte da Amizade. Amava minha profissão, mas com aquele dinheiro todo, que não fui idiota em deixar com os cadáveres, seria fácil mudar de vida. Tinha apenas que esperar a poeira baixar. Enquanto isso curtiria um pouco aquelas vadias paraguaias, disfarçado de turista.&lt;br /&gt;Quando avistei aqueles três homens de terno e com pistolas nas mãos, sabia que eram homens do governo e que o alvo era eu. A Galeria Zuni seria minha salvação, não fosse aquele idiota com camisa Hawaii-cheguei trancando meu caminho. Adelante hijo da puta, foi o que disse enquanto empurrava aquele estorvo para dentro da galeria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(III)&lt;br /&gt;A mala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Trouxe a mala?&lt;br /&gt;- Que mala?&lt;br /&gt;- Como que mala?! A mala para carregarmos a encomenda!&lt;br /&gt;- Ah! Não, eu trouxe esta sacola!&lt;br /&gt;- Uma sacola de plástico?!&lt;br /&gt;- Sim, era o que eu tinha em casa...&lt;br /&gt;- E como vamos entregar a papelada pro Buch numa sacola de plástico?! Deixa de ser imbecil e vá comprar uma mala!&lt;br /&gt;- Que tipo de mala?&lt;br /&gt;- Uma que não chame a atenção! Agora vá e não demore, não podemos nos atrasar!&lt;br /&gt;Imbecil filho da puta! Vou sumir com o dinheiro e deixar esse capiau pros leões! Que se foda! Eu não conseguia tirar os olhos da encomenda, não era à toa que todos estavam atrás daquilo. Filho da puta! Se nos pegam estamos fodidos, se não entregarmos no prazo estamos mortos! Bela situação! E o idiota aparece com esta sacola de plástico! Ah! Lá vem ele...&lt;br /&gt;- Aqui patrão! Comprei a mala!&lt;br /&gt;- Ainda bem! Estamos em cima da hora!  Deixe-me ver!&lt;br /&gt;- Aqui ó!&lt;br /&gt;- Mas que porcaria é essa! Uma mala branca! Só um perfeito idiota compraria uma mala branca!&lt;br /&gt;- Mas o branco é  uma cor neutra...&lt;br /&gt;- Tá! Não temos tempo! Pegue a encomenda!&lt;br /&gt;- Puxa vida! Papéis?!&lt;br /&gt;- Cale a boca é  me dê aqui! Uma mala branca! Muito discreta não!?&lt;br /&gt;- Mas é uma cor neutra...&lt;br /&gt;Saímos do hotel de forma apressada. Eu tinha certeza que estávamos sendo seguidos. A notícia já havia se espalhado, todos queriam o suposto dinheiro que estávamos carregando, e aquela maldita mala branca, brilhando como um diamante de quinhentos quilates, não ajudava em nada. Fiquei no lado de dentro da calçada e deixei o gordo pelo lado de fora, servindo como escudo.&lt;br /&gt;- Temos que pegar um taxi! Assim que passar um você chama!&lt;br /&gt;- Tá certo patrão!&lt;br /&gt;- Não sou seu patrão!&lt;br /&gt;Eu estava paranóico. Em cada carro que passava, cada pessoa que nos olhava eu pressentia o ataque. E o olhar era inevitável: todo mundo que passava olhava para aquela lustrosa mala de couro branco, sem nenhum detalhe, apenas aquele branco que podia ser visto a uns dois quilômetros de distância, como um farol sinalizando para todos que eu estava passando por ali, dando sopa com a preciosa encomenda.&lt;br /&gt;- Lá! Lá vem um!&lt;br /&gt;- Está ocupado chefe!&lt;br /&gt;- Escute aqui gordo: eu não sou seu chefe, patrão, ou seja lá o que for. Você  é só um estorvo que me empurraram para estragar o meu dia, entendeu?!&lt;br /&gt;- Sim chefe!&lt;br /&gt;O pior de tudo é  que ele não fazia isso para me irritar. O sujeito era burro mesmo. Ele não tinha idéia da situação medonha em que nós estávamos, e eu não iria perder tempo tentando lhe explicar.&lt;br /&gt;- Dê olho nos taxis, hein?&lt;br /&gt;- Pode deixar!&lt;br /&gt;Eu queria entregar logo a encomenda, dar uma rasteira no gordo e me mandar pro Paraguai. O plano era perfeito. Atravessamos a quadra a pé. Ficar andando com aquela mala era tudo o que eu não queria. Mas ficar parado aguardando um taxi também não era uma boa idéia.&lt;br /&gt;- Deveríamos ter chamado um taxi lá do hotel!&lt;br /&gt;- Pois é! Eu nem cheguei a pensar nisso, patrão!&lt;br /&gt;- Posso apostar que não pensou mesmo!&lt;br /&gt;Chegamos na esquina da Marques. Cobri a mala branca com o meu casaco. Acendi um cigarro e esperei um pouco, em silêncio. O gordo esperava com as mãos na cintura. Vimos um grande Landau preto parar do outro lado da rua.&lt;br /&gt;- São eles, gordo! Vai lá e entrega a mala!&lt;br /&gt;- Sim chefe!&lt;br /&gt;Gordo foi e eu saí  fora. Dobrei a esquina e entre no primeiro ônibus que passou. Antes de subir escutei os gritos do gordo, seguidos de cinco estampidos. Foda-se! Meu plano deu certo, o dinheiro grudado no corpo com fita adesiva estava coçando, mas logo estarei no Paraguai, o bueiro do mundo, ninguém me achará!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-8593685285029276873?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/8593685285029276873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=8593685285029276873&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/8593685285029276873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/8593685285029276873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2009/12/cidade-que-copiava.html' title='A cidade que copiava'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Sy_BqHJXwhI/AAAAAAAAABo/32581h2ewJM/s72-c/freeman_p08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201136820292012734.post-2513074058443797212</id><published>2009-11-09T08:13:00.000-08:00</published><updated>2010-11-05T16:48:59.812-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trilogia quadrupla'/><title type='text'>Trilogia Sangrenta!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/SvhAJ5tSyuI/AAAAAAAAABA/qtO3YyEy3XI/s1600-h/Machado+lona+alvejante.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402138291884706530" src="http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/SvhAJ5tSyuI/AAAAAAAAABA/qtO3YyEy3XI/s320/Machado+lona+alvejante.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 213px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;By&lt;br /&gt;Dr. Walker/ Zem/ Hutguer/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Machado, lona e alvejante...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;18 horas e seis minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leila:&lt;br /&gt;Bela porcaria! Um machado! Aonde eu vou conseguir um machado a uma hora dessas? Filho da puta! Saio do sobrado em direção ao centro. Tenho certeza de que estou com cara de suspeita! Se eu for presa deduro aquele imbecil no mesmo instante! E essa porcaria de igreja? Sempre odiei igrejas! É só entrar numa que lá está aquele puto pendurado na cruz! E me olhando com a cara de quem quer me comer! Bicha de merda! Se servisse para alguma coisa me faria tropeçar num machado! Maldita cidade! E essa merda de bar aqui na esquina? O nome já diz tudo: “Esse Ki não”!&lt;br /&gt;Ele deve estar me culpando! Provavelmente está lá, se sentindo um coitado, como se não tivesse culpa alguma! Fumando um cigarro atrás do outro, como todo imbecil quando não sabe o que fazer. Cadê meus cigarros? Eu realmente preciso fumar. Será que um cigarro me deixará com a cara ainda mais suspeita? Que se dane! Estamos fodidos mesmo! Grande idéia a de me mandar comprar essas porcarias! Como é que vou entrar numa loja com essa cara e pedir um machado e uma lona? Maricas! Porque não veio ele comprar? Porque é uma bicha! Não tenho dúvidas disso!&lt;br /&gt;Picar a merda do cadáver do Rui. Só podia ser idéia daquele estúpido! Será que ele faz idéia do trabalho que isso vai dar? Aquele corpo gordo e nojento! Deveríamos era dá-lo para os cães comer e sumir logo daqui! Foi dele a idéia de eu usar essa roupa de puta. “É para distrair os clientes”, disse ele. Pois iria distrair bem mais se enfiasse essa minissaia e esta meia calça ridícula naquele pançudo nojento! Eu mesma vou tratar de picar aquele saco de graxa. Nem que seja com um canivete.&lt;br /&gt;Preciso achar um lugar para comprar essas merdas todas. Os homens passam e me olham como se eu fosse uma piranha. Malditas roupas! Que se fodam! Esses brochas de merda, indo e voltando do trabalho como se estivessem fazendo uma grande coisa das suas vidas. Se eu trabalhasse não precisaria picar corpos. Mas eu prefiro os cadáveres a ser uma vendedora de roupas e ficar perguntado para as cadelas desta cidade “você já foi atendida?” Nunca farei isso! Prefiro os cadáveres a ter de ser gentil com gente morta que ainda respira.&lt;br /&gt;Caminho em direção ao calçadão. Deve haver uma merda de loja onde possa encontrar essas porcarias! Começo a perceber que cada vez que passo por alguém acabo baixando o rosto. Porra! Cabeça erguida! Esconder a face faz com que as pessoas olhem mais para mim. Tento manter certo controle e evitar pensar em tudo que aconteceu nos últimos minutos. Mas não dá. Filho da puta! Age como se alguém o tivesse nomeado chefe de alguma coisa! O Don Corleone das Missões! Não passa de uma bicha enrustida, o fato dele não tirar os olhos de minhas pernas não o tira desta condição! Puto de merda!&lt;br /&gt;Sigo pela Marquês. Caminho rápido. A porra da sensação de que todos me observam não sai de mim. E devem estar olhando mesmo! A esta hora já deve ter saído no rádio. São uns abutres que vivem da carniça alheia! Devem estar procurando uma loira vestida como uma puta! Malditas roupas! Acho que vou fugir. Deixo aquele bosta com a porcaria daquele defunto e dou no pé! Ele que se foda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Machado,lona e alvejante... (II)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Crimes de minissaia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;18 horas e quinze minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que soube do assalto e do assassinato corri para a cena do crime. Quando entrei na padaria pedaços de massa encefálica e sangue adornavam os azulejos da parede e do piso. Pobre mulher, ainda segurava o bolo em suas mãos, sentada, com um buraco na testa e os miolos espalhados na parede. O rapaz do caixa estava deitado atrás do balcão, segurava um revólver, os olhos procurando Deus. O guarda pó branco tingido de vermelho pelo sangue que jorrou do seu peito. Levou seis tiros a queima roupa. O rastro de sangue não deixava dúvidas, deveriam estar por perto. Testemunhas disseram que estavam em três, um homem gordo, balofo mesmo, que não parava de suar e com cara de retardado, o outro homem aparentava ter uns 35 anos, trajava uma camiseta branca do Velvet Underground, cara de psicopata, foi quem atirou sem piedade no caixa, depois que este atirou no balofo. O terceiro bandido era uma mulher loira, mais oxigenada que loira. Vestia-se como piranha, dessas que ficam pelas ruas à noite tentando ganhar algum dinheiro em troca de uma chupada. Pelo que o taxista falou, usava uma minissaia que mal dava para tapar a bunda. Não seria difícil para mim, que conhecia cada palmo daquela cidade e cada beco fedorento, localizá-la. Era apenas questão de tempo.&lt;br /&gt;Aquele era meu último crime depois que retornei à cidade, vinte anos depois. Estava deixando a polícia para me dedicar à arte de escrever. Estava cansado daquela vida. Gostava de ser policial, mas meu tempo esgotou-se, meu sistema nervoso já não obedecia mais. Tentava agora reviver um pouco o passado, colocar as idéias no lugar e começar uma nova vida, longe dos becos. Passei minha adolescência toda perambulando pelos cantos e recantos de San City. Pela Av Brasil, com seus ipês, pela lomba da Sete de Setembro, pela Praça da Matriz, onde gostava de ficar atrás dos pilares da entrada da catedral, dando um amasso e fodendo aquelas putinhas de nariz empinado que freqüentavam o Clube Gaúcho nos finais de semana. Por um instante a nostalgia tomou conta de mim, vendo aquela praça com seu aquário. Gostava de ficar olhando as tartarugas tomando sol nas tardes de verão. Cutucar os jacarés sem que o guarda percebesse. Também era meu refúgio quando matava aula no Augusto. A cidade havia mudado bastante nesses vinte anos. Quem diria que os crimes sairiam da Castelarim para invadir o centro?&lt;br /&gt;O pipoqueiro me contou que viu uma loira com ar de suspeita descer pela Marquês do Herval. Estava andando apressada, baixava o rosto sempre que passava por alguém. Não perdi tempo e saí correndo em direção ao centro. Deixei o carro estacionado na esquina da Av Brasil com a Marquês e comecei a caminhar vagarosamente, olhando as vitrines, fingindo ser um turista. Desses que viajam trocentos quilômetros para ver um amontoado de pedras inúteis, erguidos com o sangue dos Guaranis. Passei pelo cinema e fui descendo em direção ao calçadão, misturado à multidão que passava apressada, absorta em suas intimidades.&lt;br /&gt;Em frente ao jornal A Tribuna eu parei por instantes, para admirar um chapéu numa vitrine. Bendita hora. Entre bolsas, pochetes e chapéus pude ver aquelas coxas mal tampadas pela microssaia de couro. Ela olhava uma bolsa. Mulheres, só servem para foder mesmo e gastar nosso dinheiro com bolsas. Ascendi um cigarro e fiquei observando. Até que dava para comer aquela vadia. Não fosse meu trabalho. Fico imaginando aquela coisinha branca empunhando uma arma, sexy, mortal. Não contive a ereção. Armas e mulheres sempre me atraíram, principalmente as loiras. Maldito serviço.&lt;br /&gt;Levei um choque quando repentinamente ela se virou e percebeu que eu admirava sua bunda. Me fitou com aqueles magníficos olhos azuis e veio em minha direção. Meu coração disparou, senti as pernas fraquejarem um pouco, esboçando uma tremedeira. Meu Deus, a vontade que tinha era de pegá-la no colo e sumir daquela cidade. Deixei cair o cigarro. Caralho! Fazia tempos que não ficava daquele jeito. A última vez foi quando vi a Camila pela primeira vez, parada na beira daquela rodovia. Pensei que estivesse curado.&lt;br /&gt;Parou na minha frente e olhou no fundo dos meus olhos. Você tem um cigarro, disse ela. Aquela voz suave penetrou em meus ouvidos como a brisa do mar balançando os pêlos de meu peito em um entardecer à beira mar. Eu não sabia se alcançava o cigarro ou dava-lhe um beijo. Babaca é o termo exato. Como posso me deixar levar por emoções fúteis? Sou policial e minha obrigação, meu dever é acabar com essa raça de desajustados. Não consegui falar, apenas acenei a cabeça indicando um sim idiota. Claro que tinha, não apenas um cigarro, meu corpo todo e até minha alma estavam à disposição daqueles lábios pintados de batom.&lt;br /&gt;- Você parece não ser daqui. Tem cara de turista. Está de passagem? Dizia ela enquanto colocava o cigarro entre os lábios.&lt;br /&gt;- Sim. Não. Bem, quer dizer, é que. Roberto, meu nome é Roberto, e o seu? Foi o máximo que consegui retrucar. Idiota de merda, babaca, me odiava cada vez que isso acontecia. Não sou homem de ficar sem reações diante de uma puta, ainda mais uma puta assassina. Minha boca estava seca, precisava urgentemente de uma bebida, qualquer coisa, até mesmo querosene.&lt;br /&gt;- Leila.&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Leila. Meu nome. Muito prazer. Você está bem?&lt;br /&gt;- Ah! Sim. Claro. É que. Estou sim, quer dizer, não estou. Na verdade minha garganta está irritada, preciso tomar alguma coisa, refrigerante, cerveja, uísque, até querosene serve. Deve ser a poluição. Você conhece algum lugar aqui onde possa. Bem, água.&lt;br /&gt;- Você me faz rir. Conheço sim, logo ali, na esquina de cima. Eu te acompanho, você não me parece bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Machado, lona e alvejante... (III)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;18 horas e 36 minutos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leila estava atrasada. Eu caminhava de um lado para o outro e o maço de cigarros estava quase no fim. Assaltar aquela padaria em frente ao cinema não me pareceu uma boa idéia desde o início. Em pleno centro da cidade, numa rua de mão única, era óbvio que daria errado! O som tocava o disco White Light Hhite Heat, do Velvet Underground, o que só contribuía para a minha a aflição. Tirei o disco, mas o silêncio também me incomodava. Acendi outro cigarro e fiquei olhando pela janela, para ver se aquela vadia aparecia. Nada... Deveria ter chegado há vinte minutos e já se passaram trinta. Piranha de merda! É isso que dá chamar uma mulher para este tipo de trabalho! Elas são instáveis, imprevisíveis, como eu pude aceitar isso?! Era óbvio que daria errado! Uma vadia com uma arma na mão! Pode ter coisa mais perigosa do que isso? Se eu quisesse desenhar uma cena em que tudo vai dar errado, era só desenhar uma puta armada! Merda na certa! Só servem para foder mesmo! Só para isso! Meus pensamentos eram uma mistura de confusão com desespero. Sozinho naquele sobrado, em frente ao Clube Gaúcho. Acendi outro crivo e olhei para o chão. Lá estava o corpo de Rui, cravejado de balas. Merda! Rui era meu amigo desde sempre, andávamos sempre juntos, metidos em maracutaias, se encontrassem seu corpo, certamente chegariam até mim, e por tabela na vadia da Leila! Precisávamos nos livrar daquele corpo, e primeira idéia que tive foi a de fatiá-lo em pedaços e soltá-los em diferentes pontos do rio Ijuí. Eu nunca fui um anjo, mas jamais havia me envolvido em mortes e coisas do tipo. E aquela puta que não chega! Será que fugiu! Não! Ela é muito burra para isto. Voltei a ligar o som. Aquele silêncio só servia para que eu ouvisse os meus pensamentos com maior clareza, e isso, naquela situação, não era nada bom... Acendo o último cigarro e vou para janela. Nem sinal de Leila. Puta vadia! Olho para as janelas do sobrado. São janelas enormes. Essa porra deve ter uns 100 anos! Começo a observar as coisas ao meu redor. Na minha frente, do outro lado da rua está o clube Gaúcho. No mesmo instante lembro-me dos bailes e boates de um passado já distante. Sempre cercado por drogas e amigos inúteis, como na música do Lobão. Nestes 35 anos de idade, nunca fiz nada que preste! Olhando na minha diagonal está a praça, e lá atrás as torres da igreja. Nunca entendi a ânsia por turistas desta maldita cidade. Quem é que vai viajar “trocentos” quilômetros para ver uma réplica? Ninguém pode ser tão idiota a ponto de sair de uma cidade, ir até outra e para ver o quê? Uma porra de uma réplica! Eu realmente não entendo! Espicho o olho na direção da rua para ver se enxergo Leila. Filha da puta! Será que a piranha me deixou na mão? Não podia demorar tanto! Era só comprar um machado, uma lona, alguns sacos e alvejante, para podermos fatiar o cadáver do Rui e limparmos a sujeira, mas já haviam se passado 40 minutos! Aquela puta loira com cara de chupadora de pica deve ter parado em alguma loja para experimentar um vestido! Mulheres! Só servem para foder mesmo! Só para isso e nada mais! Eu estava realmente furioso com Leila. Era para ser um trabalho limpo, entrar, pegar a grana e sair. Como fomos imbecis! Dar uma arma para uma mulher! O cúmulo da burrice! Logo que entramos na padaria, a situação estava toda a nosso favor, até que a porta da cozinha se abriu e de lá saiu uma mulher carregando um bolo. Uma merda de um bolo! A piranha loira não teve dúvidas: explodiu a cabeça da cozinheira! Malditas mulheres! A bicha que estava no caixa puxou um trabuco e deu dois tiros em Rui. Eu tive de matar aquele maricas de bosta, e saímos os três correndo, Rui chegou aqui ainda vivo, mas morreu logo depois. Agora estamos sendo procurados, sem dinheiro, com um cadáver para fatiar e a piranha resolveu passear pela cidade! Eu sabia que quando Leila chegasse eu teria de segurar a minha raiva, pois iria precisar dela, para picar aquele maldito corpo, então aproveitava para esbravejar sozinho, mas o tempo estava passando, e a vaca não aparecia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Machado,lona e alvejante(IV)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Escolha sangrenta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 horas e quarenta e dois minutos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sempre fez as escolhas erradas. Desde o início. Primeiro demonstrou empolgação com a a excêntrica família que apareceu no orfanato para adotá-lo. No novo lar a mamãe vivia no mundo das novelas Globais, enquanto papai colecionava armas de todos os calibres em um porão também usado para esconder e usar um outro arsenal, o de apetrechos sado masoquistas, onde por acidente, ou mais propriamente azar, certa tarde chegou mais cedo da escola e foi buscar uma bola que havia deixado no local. Papai levou um susto ao avistá-lo parado na porta. O homem estava preso pelos pulsos e cabeça em uma espécie de guilhotina e por trás era sodomizado pelo jardineiro.&lt;br /&gt;A partir daí os espancamentos para mantê-lo em silêncio tornaram-se freqüentes até fugir de casa e cair na delinqüência. A FEBEM foi uma conseqüência em poucos meses. Saiu ao completar a maioridade e foi novamente adotado. Desta vez escolhera um velho pederasta que era extremamente ciumento. Seus impulsos o direcionavam as vadias da zona do meretrício, mas tinha de se contentar com aquele rabo peludo, o qual lasseou por cinco anos. Terminou quando desferiu uma facada e saiu do apartamento do protetor levando cinqüenta reais e um aparelho de videocassete. O velho sobreviveu e ele puxou três anos de prisão.&lt;br /&gt;Ao sair reencontrou o Cale, velho amigo que morava em frente à casa dos pais adotivos que sempre flertou com o submundo e fora expulso de casa. Uma sociedade implícita começou. Pequenos furtos, cosméticos em mercados e remédios controlados nas farmácias embalados por muito rock clássico e alternativo no buraco mofado em que moravam. Escolhera o Cale como seu irmão.&lt;br /&gt;Agora estava ali, com enorme barriga virada para cima, furada e jorrando sangue aos borbotões. Na mão esquerda, a metade de três dedos foram arrancadas com outro disparo. Merda, merda! Fora o atestado de burrice e amadorismo aquele assalto à padaria. Ainda mais com aquela vagabunda com o QI de uma minhoca junto. Tinha sido instruída a não atirar em hipótese alguma. E fez justamente o contrário. Cretina.&lt;br /&gt;Por causa dela o magrão do caixa o atingiu. Sorte que não caiu e retrocedeu junto aos outros dois. Como chegou arrastado até o sobrado não lembrava claramente, pequenos flashbacks e as pessoas olhando aterrorizadas era o que restara na cabeça. Apagou logo que chegou no esconderijo. Quando voltou a si, não conseguia falar e o abdômen parecia tomado por minúsculas navalhas que o dilaceravam por dentro a qualquer mínimo movimento que fazia. Escutou a parte da conversa onde Cale pediu à vadia da Leila conseguir algum machado e lona. Iam picá-lo inteirinho! Malditos. De novo outra escolha errada. Cale já havia dado mostras em outras ocasiões da paranóia que era tomado em situações de stresse e falta de qualquer compromisso com o laço que os unia. Nada surpreendente. Agora que estava ferido Cale ia esquartejá-lo. Playboyzinho de merda. Quantas vezes havia interferido em tretas com traficantes conhecidos e livrado a cara do pilantra. Era o poder da xoxota. Só podia ser. Depois que arrumou aquela putinha, que também era uma renegada pela família, as coisas mudaram radicalmente. Cale queria que ela também participasse dos planejamentos. Palhaço! Se soubesse quantas vezes havia comido a puta enquanto ele  descia aquela grande cabeça cornuda nos becos e bocas de fumo não daria tanto status à cadela!&lt;br /&gt;Com os olhos semi-cerrados viu Cale andar nervosamente de um lado para outro da sala, um cigarro atrás do outro, ligando e desligando aquela porra de som do Velvet Underground. Puto desgraçado.&lt;br /&gt;Mas teriam uma amarga surpresa, os pilantras. Não afundaria sozinho. Agora a música era The Gift, lembrou que era uma de suas preferidas.&lt;br /&gt;O final daquele ato cabia a ele e ninguém mais. Tantas escolhas erradas ao longo de trinta e sete anos, pelo menos o ato derradeiro devia ser acertado. Gemeu alto, mas um gemido rascante, como que vindo do inferno de Dante. Cale se assustou e virou-se sobressaltado da vidraça onde estava controlando a movimentação da Marquês. Parecia extremamente surpreso. Aproximou-se em passos lentos e se ajoelhou ao lado do volumoso corpo. "-Rui! Você tá vivo,cara!".&lt;br /&gt;Traidor de merda!&lt;br /&gt;A pequena Bereta que sempre carregava no bolso interno da jaqueta de couro, surgiu fumegante em sua mão esquerda, que apesar da falta de pedaços de dedos, conseguira encaixar a arma na mão e desferir um certeiro tiro no peito de Cale, que o fitava incrédulo, como se não fosse com ele que aquilo estivesse ocorrendo. A vistosa banana, capa de um álbum famoso dos anos sessenta estampada na camiseta de Cale tingiu-se de um rubro vivo e viscoso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;                                                                                                                 Machado,lona e alvejante... (V)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Velha vida nova !&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;23 horas e quarenta e cinco minutos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A estrada estava praticamente deserta, uma que outro veículo passava por mim. Leila, com um sorriso nos lábios segurava minha mão que segurava sua coxa. Enquanto dirigia, cantarolava, junto com o radio, uma velha canção dos The Beach Boys... Wouldn't it be nice if we were older…Then we wouldn't have to wait so long…&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201136820292012734-2513074058443797212?l=totolunatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totolunatico.blogspot.com/feeds/2513074058443797212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=201136820292012734&amp;postID=2513074058443797212&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/2513074058443797212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201136820292012734/posts/default/2513074058443797212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totolunatico.blogspot.com/2009/11/machadolonaalvejantecrimes-de.html' title='Trilogia Sangrenta!'/><author><name>Doutor Walzemhut</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08303664246982905022</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/Svwv1Irsc9I/AAAAAAAAABI/xpGk-B5wV0c/S220/LOUCO_POR_TI%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kVC6pN9cgXk/SvhAJ5tSyuI/AAAAAAAAABA/qtO3YyEy3XI/s72-c/Machado+lona+alvejante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry></feed>
